Quadrilhas Rochedo dos Matutinos e Matutino Junior iniciam apresentações do Ciclo Junino no dia 09 de Junho

Na próxima terça-feira (09), os tradicionais coletivos de quadrilhas Rochedo dos Matutinos e Matutino Junior integram a programação do “Clube Sesc Juazeiro – Viva São João”, às 19h, na Avenida Deputado Duarte Júnior, 960, no bairro Aeroporto, em Juazeiro do Norte. O grupo segue a temporada com apresentações no dia 11 de junho, no Sítio Carás do Umari, em Juazeiro do Norte, e no dia 13 de junho, no município de Iguatu. Já no dia 14 de junho, realiza espetáculos juninos nas cidades de Campos Sales, no Ceará, e Picos, no Piauí. Acompanhe a programação no Instagram @rochedodosmatutinos.

Os coletivos de quadrilhas foram fundados em 1997, pelos Irmãos Raimundo Ferreira Evangelista e Antônio Ferreira Evangelista, reconhecido como Tesouro Vivo, e tem forte atuação no fazer cultural do Bairro João Cabral, envolvendo crianças e adolescentes no universo das danças da cultura popular e dos festejos juninos.  

Os mestres também fundaram, em 1996, o Reisado Discípulos do Mestre Pedro, conhecido popularmente de Reisado dos Irmãos, o grupo deu origem a outros grupos de tradição como: Guerreiro Santa Madalena, Reisado Mirim Afilhados de Cícero Zabumbeiro, Maneiro pau de Mestre Raimundo, Banda Cabaçal Meninos Maluvidos e as Quadrilhas juninas Matutino Junior e a Rochedo dos Matutinos. Por isso, a montagem da quadrilha tem como tema “Epifania: A Festa de Reis” em homenagem ao Reisado, aos Mestres da Cultura Popular e em alusão aos 30 anos do Reisado dos Irmãos.

A produção da Quadrilha Rochedo dos Matutinos é uma realização da Associação Movimentos, uma Organização da Sociedade Civil sem fins lucrativos e Ponto de Cultura, fundada em 2012. A instituição é responsável por ações que contribuem para o protagonismo dos Mestres e Mestras de tradições do Ceará. Além de promover o intercâmbio cultural no Brasil por meio de  linguagens artísticas, por meio de conexões com cidades do país e de países exteriores, como Portugal e Turquia. Saiba mais neste site: https://www.associacaomovimentos.org/

Este projeto é apoiado pela Secretaria da Cultura do Estado do Ceará – Lei nº 18.012, de 01 de abril de 2022 por meio do Edital Ceará Junino para Quadrilhas Juninas – 2026 e pela Lei Rouanet (Lei Federal nº 8.313/1991) via Ministério da Cultura/Governo Federal.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.