A Diretoria Colegiada da Sudene confirmou, nesta quinta-feira (23), a execução de uma nova ação que integra o programa Inova Palma. A novidade é o início da segunda etapa de um projeto que envolve o melhoramento genético da palma forrageira. Desenvolvida em parceria com o Instituto Nacional do Semiárido (INSA), a iniciativa tem como objetivo central validar novos materiais com maior resistência a pragas e doenças, além de características nutricionais voltadas à alimentação animal e ao consumo humano.
A pesquisa foca na seleção de materiais que apresentem resistência a fatores biológicos que costumam afetar a produtividade dos palmais tradicionais. Estão previstos testes de laboratório, análises moleculares e ensaios em campo. A nova fase dá continuidade ao trabalho iniciado em 2020, quando foram obtidos híbridos, linhagens e outros materiais genéticos que agora passarão por avaliações mais detalhadas. O objetivo é confirmar a estabilidade dessas características em condições reais de cultivo e identificar os materiais mais promissores para futuras recomendações de uso.
Entre outras ações previstas no projeto estão análises bromatológicas e morfoagronômicas, confirmação da identidade genética dos novos materiais, testes de resistência à cochonilha-do-carmim e a fungos associados às principais doenças da cultura, além de ensaios em campo para avaliar produtividade, adaptação ao semiárido e desempenho agronômico. O projeto também prevê a ampliação do banco ativo de germoplasma do INSA, aumentando a pluralidade de opções de vegetais adaptados ao clima semiárido brasileiro e a eventuais ataques de agentes patogênicos.
Para ampliar a diversidade biológica local, o plano prevê ainda uma cooperação internacional para importar do México ao menos 10 materiais adaptados a altitudes de 100 a 600 metros.
Na avaliação do coordenador de inovação e transformação digital da Sudene, Aildo Sabino, o avanço deste projeto vai trazer benefícios para os agricultores familiares que lidam com os desafios climáticos do semiárido e utilizam a palma como alternativa forrageira. “O melhoramento genético é o caminho para dar estabilidade à nossa agropecuária, mas enfrentamos o desafio de validar esses novos materiais em condições reais de campo e manter equipes técnicas no longo prazo. Essa aprovação é fundamental para que a pesquisa não pare e chegue com segurança até a ponta, beneficiando quem mais precisa”, disse o especialista.
O investimento global é de R$ 1,13 milhão. A conclusão das metas e dos ensaios de competição em campo está prevista para março de 2029.





