O livro A Competição da Inteligência – O desafio dos profissionais e empresas na era da IA (Editora Reflexão), de Marcio Chleba, será lançado em 28 de outubro, às 16h30, durante a AI Brasil Experience, no Distrito Anhembi, em São Paulo. Na oportunidade, o autor ministrará palestra sobre o tema. A obra é prefaciada por Pedro Chiamulera, CEO da AI Brasil, comunidade de inteligência artificial organizadora do evento.
Escrito para leitores não especialistas em IA e TI, o livro parte de uma questão que se torna cada vez mais relevante para empresas e profissionais: em vez de apenas incorporar novas ferramentas à rotina, os avanços propiciados pela nova tecnologia passam por mudanças mais profundas na maneira como as organizações estruturam processos, conhecimento, cultura, governança, estratégia e competências humanas. “Digitalização foi transformação; IA é revolução”, enfatiza o autor.
Para exemplificar esse conceito, Chleba faz uma interessante analogia com a Segunda Revolução Industrial, quando a eletricidade chegou às indústrias, no final do século 19: “Não foi a energia elétrica, por si só, que aumentou a produtividade e reduziu os custos, mas sim sua aplicação para estruturar as linhas de montagem com múltiplas estações de trabalho. As fábricas que a utilizaram apenas para mover o mesmo motor central antes alimentado por carvão não tiveram ganhos”. Do mesmo modo, empresas não serão impulsionadas por IA somente por usarem uma das distintas plataformas disponíveis no mercado. Terão avanços concretos quando redesenharem as operações.
A obra apresenta conceitos de inteligência artificial em linguagem acessível e traduz para o ambiente empresarial uma tecnologia que avança em ritmo acelerado. A compreensão é muito facilitada pelas analogias, como a da Revolução Industrial e de situações reais, nos esportes e na música, referentes aos processos de pensamento e reação do cérebro humano em distintas circunstâncias. Com exemplos de negócios e apresentando passo a passo um modelo de implantação da IA, Chleba mostra como combinar a inteligência das pessoas com a artificial, dados, conhecimento e processos, para prover novas capacidades dentro das organizações.
O livro é destinado principalmente a executivos, empreendedores, líderes, gestores, consultores e profissionais de nível estratégico e gerencial que não tenham formação técnica em tecnologia. Também é uma leitura interessante para todos os que desejam aplicar a inteligência artificial em suas carreiras ou apenas conhecer melhor a nova tecnologia.
O autor chama atenção, ainda, para uma diferença que pode determinar a posição das empresas na nova economia: usar IA apenas para fazer mais rapidamente aquilo que já é feito, como nas fábricas que aplicaram a eletricidade para produzir exatamente como faziam antes; ou redesenhar processos para incorporar inteligência desde sua concepção, como procederam as indústrias que instalaram as linhas de montagem. Nesse sentido, o livro aborda temas como IA generativa, agentes de IA, processos inteligentes, digitalização do conhecimento, governança, cultura organizacional e planejamento estratégico.
A revolução, segundo o autor, também alcança o mercado de trabalho. Profissionais de diferentes áreas terão de compreender como atuar com sistemas inteligentes, desenvolver novas competências e utilizar a tecnologia para ampliar sua capacidade de análise, decisão e execução. A proposta do livro é justamente mostrar como esse processo pode ser compreendido por quem não tem formação técnica na área. “Meu objetivo é simplificar o entendimento e a aplicação da inteligência artificial, tornando seu conhecimento acessível, para permitir que o leitor impulsione sua carreira e seus negócios”, explica.
Na obra, Chleba observa que o conhecimento acumulado pelas organizações e os conteúdos sobre sua cultura corporativa precisam ser organizados em acervos consistentes para se tornarem um ativo acessível à inteligência artificial. Um cuidado importante é o monitoramento do uso da tecnologia, de modo que ela propicie ganhos sem gerar riscos de vazamento de informações, de transgressões à legislação e de violação da privacidade.
Nesse aspecto, em outra instigante analogia, Chleba cita o filme Jurassic Park, dirigido por Steven Spielberg: “O personagem idealizador do projeto desenvolveu uma incrível engenharia genética para recriar os extintos dinossauros, mas não teve o necessário cuidado de cuidar da segurança. Os bichos escaparam e mataram pessoas”.




