Senador cearense Tasso Jereissati tem nome forte na disputa pela presidência do Senado

Eunício Oliveira e Tasso Jereissati. Foto: Divulgação/Agência Senado
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Corrida Elit Notícias

 

O nome do senador cearense Tasso Jereissati (PSDB) se fortaleceu para a eleição da presidência do Senado, que acontecerá em fevereiro do ano que vem. As negociações ganharam ritmo acelerado na última semana.

O tucano lidera hoje as articulações para uma candidatura de oposição à de Simone Tebet (MDB-MS). Antes cotado para a disputa, o ex-presidente do Congresso Renan Calheiros (MDB-AL) desistiu de sua postulação para apoiar a correligionária.

Pelas redes sociais, o presidente nacional da sigla, senador Romero Jucá, disse que o “MDB será a maior bancada do Senado e vamos trabalhar para fazer o próximo presidente da Casa”.

O ex-governador do Ceará conta com simpatia inclusive dentro do PDT de Cid Gomes, que conquistou cadeira no Senado em 2018. A terceira vaga será ocupada por Eduardo Girão (Pros), aliado do empresário.

O também cearense Eunício Oliveira (MDB), que não se reelegeu, deixa o comando da Casa em janeiro.

Embora negue que o assunto seja tratado dentro da sigla – o partido tem reunião amanhã para discutir os cenários nacional e local -, o deputado estadual Carlos Matos (PSDB) reconhece que “a candidatura de Tasso seria boa para o Brasil”. Segundo ele, porém, “isso é decisão pessoal do senador”.

Outro ponto que pode favorecer a candidatura de Tasso é a postura adotada por Eunício desde a eleição de Jair Bolsonaro (PSL). O ex-ministro tem demonstrado independência em relação ao militar, que tenta viabilizar uma candidatura mais flexível à agenda do novo governo, cujo principal item é a reforma da Previdência.

Nesta semana, Eunício contrariou interesses de Bolsonaro por duas vezes: a primeira, ao autorizar a presença de jornalistas em sessão conjunta da Câmara e Senado, na terça-feira, 6, durante solenidade de homenagem aos 30 anos da Constituição.

Um dia depois de o superministro da Economia Paulo Guedes afirmar que o Congresso precisaria de uma “prensa” para votar a Previdência ainda neste ano, o emedebista colocou em pauta o reajuste de 16,4% nos salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

A medida, levada à votação por iniciativa de Eunício, produz um efeito cascata nos vencimentos do funcionalismo, o que deve criar dificuldades para Bolsonaro. No Congresso, o gesto foi interpretado como uma resposta do senador ao futuro governo.