Patrimônio e Infância pautam debate no Seminário Internacional da Chapada do Araripe

O Sistema Fecomércio Ceará em parceria com a Fundação Casa Grande realiza nos dias 21 a 23 de maio, o VII Seminário Internacional Bacia Cultural Sociobiodiversa da Chapada do Araripe – Patrimônio dá Humanidade. Neste ano, o tema debatido será Patrimônio e Infância, promovendo o intercâmbio de saberes entre comunidades, pesquisadores e instituições, e fortalecendo as práticas colaborativas, inclusivas e sustentáveis.

O encontro é gratuito e aberto a quem quiser debater os valores excepcionais do patrimônio da humanidade. O objetivo é dialogar sobre Patrimônio e Infância, reconhecendo o protagonismo das crianças na valorização dos bens naturais e culturais, assim também como a garantia de um futuro protegido, vivo e compartilhado entre gerações.

Como um fórum permanente de debate, a sétima edição do Seminário, segundo o gerente de Cultura do Sesc Ceará, Alemberg Quindins, promoverá diálogos interdisciplinares e interculturais, reunindo experiências, saberes e práticas que reconhecem crianças e adolescentes como sujeitos de direitos, agentes de memória e participantes ativos na tomada de decisões sobre o território.
“Ao integrar educação patrimonial, natureza, cultura e participação social, o seminário contribui para a sustentabilidade sociobiodiversa e para a construção coletiva de políticas patrimoniais mais inclusivas e democráticas”, explica Alemberg Quindins.

Intercâmbio de conhecimentos

O Seminário acontecerá na sede da Fundação Casa Grande – Memorial do Homem Kariri, na cidade de Nova Olinda, reunindo especialistas, pesquisadores, gestores públicos, lideranças políticas, universidades, acadêmicos e sociedade civil com o intuito de fomentar o diálogo e o intercâmbio de conhecimentos, fortalecendo as ações de gestão participativa da Bacia Cultural Sociobiodiversa da Chapada do Araripe.
A programação vai ressaltar o protagonismo das infâncias no processo de construção da candidatura e na gestão do bem cultural, por meio de conferências, palestras, rodas de conversa e celebrações artístico-culturais com artistas regionais e os grupos de tradição popular.

Também como parte programação, será inaugurado na quinta-feira, 21, às 08h, mais um Museu Orgânico da rede Sesc em parceria com a Fundação Casa Grande, que dessa vez vai valorizar a agricultura sustentável e a agroecologia. O Sítio Escola Mestre Zé Artur, localizado no Sítio Patos, em Nova Olinda, preserva a atividade agroflorestal, combatendo a queimada e desenvolvendo a harmonia consorciada entre o cultivo e a natureza existente.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.