Operação Rastro Digital: PCCE desarticula grupo que usava rede sociais para divulgar crimes em Iguatu

A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), por meio da 4ª Seccional do Interior Sul, deflagrou, nesta quinta-feira (28), uma operação policial com foco no combate a um grupo criminoso de origem carioca com atuação na região Centro-Sul do estado. A ofensiva contou com a participação de 62 policiais civis para o cumprimento de 12 mandados de prisão e 20 mandados de busca e apreensão, com base em investigação da Delegacia de Polícia Civil de Iguatu. Foram cumpridos mandados em Iguatu, Juazeiro do Norte e em Caucaia.

Durante a operação, foram cumpridos 12 mandados de prisão. No total, 10 capturas foram realizadas em Iguatu, uma prisão em Caucaia e um outro mandado foi cumprido contra um investigado já recolhido no sistema prisional.

Entre os presos, está uma mulher apontada pelas investigações como chefia do grupo criminoso, com atuação em bairros de Iguatu e participação direta em homicídios registrados no município. Ela possui antecedentes por tráfico de drogas, posse irregular de arma de fogo e crimes contra a fé pública.

Investigação

A investigação da Delegacia de Iguatu aponta que o grupo criminoso utilizava redes sociais para comunicação entre integrantes, articulação de homicídios, tráfico de drogas, divulgação de conteúdos ligados ao grupo criminoso como exibição de armas de fogo, entre outros crimes.

Durante as diligências, aparelhos celulares foram apreendidos e serão submetidos à análise técnica, com o objetivo de aprofundar as investigações, identificar outros envolvidos e possíveis conexões criminosas.

Operação Rastro Digital

A operação “Rastro Digital” é resultado de trabalho de inteligência policial e análise de dados telemáticos realizados pela Polícia Civil do Ceará. As investigações seguem em andamento com o objetivo de ampliar a responsabilização criminal dos envolvidos e fortalecer o enfrentamento às organizações criminosas na região.

Denúncias

A população pode contribuir com as investigações repassando informações que auxiliem os trabalhos policiais. As informações podem ser direcionadas para o número 181, o Disque-Denúncia da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), ou para o (85)3101-0181, que é o número de WhatsApp, pelo qual podem ser feitas denúncias via mensagem, áudio, vídeo e fotografia ou ainda via “e-denúncia”, o site do serviço 181, por meio do endereço eletrônico: https://disquedenuncia181.sspds.ce.gov.br/. O sigilo e o anonimato são garantidos.

As denúncias podem ser feitas ainda para o número (88) 3581-0307, da Delegacia de Polícia Civil de Iguatu. O sigilo e o anonimato são garantidos.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.