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Na última terça-feira (5), após repercutir o caso das professoras Fátima Pinho e Paula Cordeiro, ameaçadas de serem exoneradas do quadro efetivo da Universidade Regional do Cariri (URCA), o Sindicato dos Docentes da URCA (Sindurca) realizou assembleia no Salão da Atos da universidade para lançar campanha em defesa das docentes. Na ocasião, professores, estudantes e servidores técnicos administrativos se reuniram para discutir ações que possam favorecer a permanência destas nos quadros da instituição.

Em nota divulgada nesta quinta-feira (7), a assessoria do Sindurca divulgou o parecer da Assembleia Geral de Professores, onde houve bastante comoção por parte dos docentes e algumas decisões importantes, tanto para o caso das professoras quanto para o futuro da categoria. Confira:

As professoras Paula Cordeiro (Ciências Sociais) e Fátima Pinho (História), respectivamente. Foto: Divulgação/Sindurca

A participação expressiva de todos os segmentos que compões a universidade demonstrou o enorme apreço e carinho conquistado pelas professoras junto à comunidade acadêmica ao longo dos últimos 17 anos.

Nos informes, as delegadas Zuleide Queiroz e Alana Mara Gonçalves, representantes no 38° Congresso do ANDES realizado entre 28 de janeiro e 2 de fevereiro em Belém (PA) fizeram um breve relato do encontro. A Profa. Zuleide destacou que “na atual conjuntura, o encontro reafirmou a necessidade de construção da ampla unidade entre diversas entidades da classe trabalhadora em luta contra as medidas que intensificam a retirada de direitos”. Já a Profa. Alana brindou a aprovação do mínimo de 50% de mulheres na direção do ANDES – Sindicato Nacional. A Ainda deixaram um chamado para o Ato em memória da ativista Sabrina Bittencourt e o 8 de Março.

Presentes a assembleia, os depoimentos das docentes foram emocionantes. Ficou claro para plenária a gravidade de todas as ameaças que encarnam o processo. “A gente defendeu uma dissertação como todo mundo, fizemos a pesquisa e concorremos em pé de igualdade como todo mundo” afirmou a Profa. Fátima. “Fiz um Doutorado sanduíche em Lisboa, com bolsa Capes, que inclusive sabia do meu mestrado e reconheceu o Doutorado com bolsa” argumentou a Profa. Paula.

Os presentes cercaram as docentes de solidariedade. Muitas falas destacando a atuação relevante das companheiras para a vida acadêmica da região. O empenho da Profa. Eneida com um abaixo-assinado foi acolhido amplamente e já ganhou estudantes e funcionários. O Prof. Pereira destacou a importância que se compreenda que “Esse processo que agora se vê contra as professoras não é somente jurídico, é essencialmente político” e concluiu “A iminência da derrota das professoras, não as atinge somente, mas atinge toda a nossa categoria de conjunto. Nós devemos a partir de agora agir em unidade. As reuniões semanais do Sindicato vão se transformar em comitê permanente de construção coletiva de defesa das Professoras Paula e Fátima”.

Os encaminhamentos da assembleia sobre o caso, aprovados por unanimidade, foram os seguintes:

  • Exigir todas as provas e documentos da Reitoria que ajudem a esclarecer a justiça e a comunidade acadêmica sobre lisura do concurso e títulos das professoras;
  • Marcar audiência com o Governador Camilo Santana para tratar da questão;
  • Reivindicar uma nota do colegiado do curso de Direito da URCA;
  • Ampliar o número de assinaturas na petição, inclusive aumentando o alcance da mesma para estudantes e servidores da URCA;
  • Erguer a bandeira em defesa das professoras, em especial da Paula e Fátima durante as manifestações do 8 de Março.