Na reta final da campanha de óleo usado, sorteio acontece dia 8 de junho

A campanha de doação de óleo de cozinha usado no Crato entrou na sua reta final e já mobiliza os moradores para o próximo sorteio, marcado para o dia 8 de junho. Chegando à sua terceira edição, a iniciativa reforça o compromisso do município com a sustentabilidade e busca minimizar os impactos causados pelo descarte incorreto do produto na natureza.

 

Para estimular a conscientização ecológica e engajar a comunidade, a ação oferece premiações aos participantes: os doadores concorrem a uma cesta completa de produtos de limpeza, ofertada por meio de uma parceria entre a Prefeitura do Crato, através da Secretaria de Meio Ambiente e Mudança do Clima, e a fábrica Sabão Juá.

 

Considerada um sucesso a cada edição, a campanha garante o aproveitamento do resíduo e evita que ele polua o solo e os recursos hídricos locais. No ano passado, o sorteio beneficiou um morador do bairro Pinto Madeira, que compareceu ao local para receber a premiação.

 

Para fazer parte da campanha e garantir o direito de concorrer neste ano, o processo é simples: basta que o cidadão junte 2 litros de óleo usado, armazene em uma garrafa de forma segura e leve até o Centro de Atendimento ao Cidadão (CAC), localizado na rua José Carvalho, 348, no Centro da cidade. No local, onde funciona o Ecoponto oficial da ação, o material é depositado em um recipiente adequado e trocado por um cupom de participação.

 

Além de abrir a oportunidade de ganhar prêmios, a entrega do óleo no Ecoponto do CAC é um ato de cidadania que protege a infraestrutura urbana. Quando jogado na pia ou no lixo comum, o óleo de cozinha provoca o entupimento das redes de esgoto e contamina milhares de litros de água, gerando graves prejuízos ambientais e financeiros para o município.

 

Através dessa parceria com a Sabão Juá, o material coletado ganha uma nova vida útil, sendo transformado em sabão e promovendo a economia circular. A organização reforça que o prazo para garantir os cupons está terminando, e convida toda a população cratense a comparecer ao CAC nos próximos dias para dar o destino correto ao produto e ajudar na preservação do meio ambiente.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.