Mostra Sesc Cariri de Culturas chega ao Centro-Sul cearense com programação diversa

Com uma programação que contempla artes visuais, audiovisuais, artes cênicas e música, a Mostra Sesc Cariri de Culturas chega à região Centro-Sul do Ceará entre os dias 20 e 23 de agosto. Com programação gratuita, o evento reúne artistas de diferentes regiões do país em ações realizadas nos municípios de Iguatu, Icó, Orós e Umari.

Ao longo dos quatro dias, o público poderá acompanhar apresentações de diferentes linguagens artísticas. No dia 20 de agosto, o In.visível Coletivo, de Fortaleza, dá início a intervenção urbana “Caçuá”, no Sesc Iguatu. O projeto é resultado de uma pesquisa e criação artística que investiga as culturas afro-brasileiras, dos povos originários e dos Mestres da Cultura, com foco nas expressões culturais do Nordeste brasileiro. A iniciativa também articula diferentes olhares sobre identidade, território e memória.

Ainda em Iguatu, o público poderá conferir o documentário “Sertão Mascarado”, da artista Alexia Duarte. Por meio de fotografias autorais, o trabalho convida o público a mergulhar no universo dos Caretas, retratando cada etapa dessa tradição popular, da elaboração artesanal das máscaras aos coloridos cortejos, culminando na emblemática queima do Judas. A exibição acontece no Cine Bastiana, no dia 20 de agosto, a partir das 19h50.

Em Umari, o Museu Orgânico Casa da Mestra Ana da Rabeca celebra as dimensões sociais e patrimoniais da cultura popular a partir das 19h. No dia 21 de agosto, a casa recebe as Mestras Ana da Rabeca e Lourdes do Coco. No dia seguinte, 22 de agosto, o público poderá conferir a apresentação de Layla do Acordeon e dos Caretas dos Mestres Zé Augusto e Bobinha.

Já em Icó, o público poderá conferir uma programação gratuita de apresentações teatrais no Teatro da Ribeira dos Icós, às 19h. No dia 21 de agosto, o Grupo Teatro Oficina apresenta o espetáculo “Viva o Circo!!!”, uma produção que resgata os antigos jogos circenses por meio de uma linguagem lúdica e vibrante, aliando elementos do teatro e da dança para proporcionar ao público a experiência do riso. No dia 22, o Coletivo Fuscirco apresenta “O Encantar do Mateus e o Boi Bordado”, espetáculo que mistura Reisado e Mamulengo ao acompanhar o palhaço Mateus em uma jornada pela preservação da cultura popular. Encerrando a programação, no dia 23 de agosto, a Cia. Amundiçados apresenta “O Número Mais Difícil do Circo!” Com humor e improviso, o espetáculo valoriza o imaginário dos circos mambembes e a força da arte de rua.

Em Orós, a Fundação Raimundo Fagner recebe, às 19h do dia 23 de agosto, o Coletivo Fuscirco com o espetáculo “O Encantar do Mateus e o Boi Bordado”, já a unidade Sesc Iguatu encerra sua programação com o grupo Choro Novo, com a apresentação “Diálogos Sonoros – Brasil Instrumental”. O espetáculo celebra o encontro de três músicos que, a partir de experiências e formações distintas, se reuniram em torno do choro e encontraram, na riqueza sonora desse gênero musical, caminhos para dialogar com diferentes expressões artísticas. O resultado é um discurso musical que transita entre o erudito e o popular, o regional e o urbano, refletindo as transformações da cidade e da cultura brasileira.

Para Henrique Javi, diretor regional do Sesc Ceará e superintendente de Ações Integradas do Sistema Fecomércio Ceará, a presença da Mostra nos municípios fortalece a difusão da cultura brasileira e promove o intercâmbio artístico entre diferentes territórios. “Vivemos em um país de enorme riqueza cultural, e a proposta da Mostra é promover o diálogo entre artistas e público, fortalecendo ainda mais o sentimento de pertencimento. Por meio dessas ativações em diferentes municípios, temos a certeza de que a cultura nacional estará amplamente representada e difundida no Ceará”, destaca.

Sobre a Mostra

 Idealizada pelo Sistema Fecomércio Ceará, por meio do Sesc, a Mostra Sesc Cariri de Culturas tornou-se um importante palco de difusão das mais diversas manifestações artísticas e culturais do país.

Realizada anualmente na região do Cariri cearense, a Mostra transforma o território em cenário para espetáculos de teatro, dança e circo, exposições, shows, cafés literários, rodas de conversa, performances artísticas, exibições cinematográficas e ações formativas. Por meio de sua ampla programação, o evento promove o intercâmbio cultural, a pluralidade e uma valiosa troca artística entre artistas e público.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.