Juazeiro do Norte inicia atividades do Junho Ambiental com foco em educação e preservação

Com uma programação voltada à conscientização ambiental e sustentabilidade, Juazeiro do Norte dará início às atividades do Junho Ambiental. O tema deste ano é “Ceará Mais Verde e Sustentável”. A abertura oficial acontecerá na próxima segunda-feira, 8, às 9h, no Centro Cultural Daniel Walker (antiga RFFSA).

Na oportunidade, serão realizados o lançamento da Gincana Ambiental e a exposição do projeto Expo Arte e Sustentabilidade, com o tema “A Reciclagem a favor da Economia Solidária”. O evento será aberto aos estudantes da rede pública municipal e à comunidade em geral.

Ao longo do mês, a programação contará com oficinas, rodas de conversa, plantio de mudas, exposições e outras atividades voltadas à educação ambiental, envolvendo principalmente estudantes da rede municipal de ensino.

A iniciativa busca fortalecer a sensibilização ambiental e incentivar práticas sustentáveis entre estudantes e a população em geral, abordando temas como preservação dos recursos naturais, uso consciente da água e da energia, arborização urbana, gestão adequada de resíduos sólidos, proteção da biodiversidade e respeito aos animais em situação de rua.

Entre os objetivos da campanha estão,ainda, o incentivo à arborização urbana, a valorização das espécies nativas do Ceará, a promoção da educação ambiental como ferramenta de transformação social e o estímulo à reflexão sobre os impactos das mudanças climáticas. A iniciativa também pretende ampliar o plantio de árvores nativas e frutíferas nas escolas e em seus entornos, fortalecendo a preservação ambiental e a construção de uma cidade mais verde e sustentável.

A campanha é promovida pelo Governo do Estado e realizada no município pela Prefeitura de Juazeiro do Norte, por meio da Autarquia Municipal de Meio Ambiente (AMAJU), da Secretaria de Educação (SEDUC), da Secretaria de Agricultura, Meio Ambiente e Serviços Públicos (SEAMASP) e da Fundação Escola de Educação Ambiental Monsenhor Murilo.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.