IV Curso de Operações Especiais (COEsp) da PMCE teve início nesta segunda-feira (1º) com palestra do secretário da SSPDS

O início de uma jornada de preparo, resistência e superação. Assim foi a manhã desta segunda-feira (1º) para os alunos do IV Curso de Operações Especiais (Coesp) da Polícia Militar do Ceará (PMCE), uma das formações mais difíceis entre as policiais militares de todo o Brasil. A aula inaugural do curso ocorreu no auditório da Secretária da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS-CE), no Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp), e contou com a palestra do gestor da pasta, Roberto Sá.

Ao todo, 35 alunos do IV Curso de Operações Especiais (IV Coesp) participaram da aula inaugural. Dentre eles, estão policiais militares do Ceará lotados em diferentes unidades, tais como o Policiamento Ostensivo Geral (POG), o Comando de Policiamento de Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (CPRaio), o Batalhão Especializado em Policiamento do Interior (Bepi) e o próprio Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), além de um aluno da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), e alunos das policiais militares do Rio Grande do Norte (PMRN), de Mato Grosso (PMMT) e de Mato Grosso do Sul (PMMS).

O curso é coordenado pela Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará (Aesp/CE) em conjunto com o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), unidade especializada da Polícia Militar do Ceará (PMCE). Iniciado no início do mês de junho, a formação dos novos “caveiras” terá duração de cerca de quatro meses de intensas atividades voltadas para a qualificação em operações especiais, com previsão de término para o dia 30 de setembro.

Participaram, também, da solenidade de abertura do IV Curso de Operações Especiais (Coesp) o coronel comandante-geral da PMCE, Sinval Sampaio; o diretor-geral da Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará (Aesp/CE), Leonardo Barreto; o comandante do Comando de Policiamento de Choque (CPChoque) da PMCE, tenente-coronel Cavalcante; o comandante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da PMCE, major Paulo Cezar; o comandante do 23º Batalhão de Caçadores (23º BC), tenente-coronel do Exército Brasileiro, Guttoski Lemos e o chefe de gabinete da SSPDS, coronel PM Cristiano Lins.

Uma vez “caveira”, sempre “caveira”

Além de secretário da SSPDS, Roberto Sá também é delegado da Polícia Federal aposentado e tenente-coronel da Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMERJ) da Reserva Não-Remunerada. Durante sua permanência como oficial da PMERJ, se especializou em diversos cursos, sendo o primeiro colocado no Curso de Operações Especiais (COEsp), do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), onde serviu e foi instrutor, e no Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais (CAO).

 

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.