Iniciada programação da Semana Nacional de Museus com debate sobre arte e educação popular

O município do Crato deu início, nesta segunda-feira, 18, à programação da Semana Nacional de Museus com uma roda de conversa realizada no pátio do Museu Histórico J. de Figueiredo Filho. A atividade marcou o Dia Internacional dos Museus e reuniu estudantes do curso de Pedagogia da Universidade Regional do Cariri (URCA) em um momento de diálogo sobre cultura, educação e memória.

Com o tema “A Arte como caminhos da Educação Popular”, a roda de conversa teve mediação do multiartista e produtor cultural João do Crato, promovendo reflexões sobre o papel da arte como instrumento de transformação social, fortalecimento da identidade cultural e construção do conhecimento coletivo.

A programação da Semana Nacional de Museus segue nos próximos dias com atividades que ampliam o debate sobre patrimônio, memória e valorização cultural no Cariri.

Programação

Mesa Redonda “Arte, Memória e Patrimônio”

O encontro integra o Colóquio Arte, Memória e Patrimônio, realizado em parceria com o Instituto Cultural do Cariri (ICC), com mediação de Fabiana Vieira. A atividade acontece nesta quarta-feira, 20 de maio, das 19h às 21h, com a participação da curadora Dodora Guimarães, da professora Adriana Botelho (UFCA), da professora Ana Claudia Assunção (URCA) e da artista plástica Edilma Rocha.

O debate abordará as relações entre arte, memória e patrimônio no contexto cultural contemporâneo. O encontro será on-line pelo link: https://meet.google.com/xoo-iavd-sge.

Encontro “Memória Viva: Museus, Patrimônio e Casas de Memória”

Atividade integrante da programação da 24ª Semana Nacional de Museus, o encontro será realizado em formato presencial, no dia 27 de maio, das 18h às 20h, no Museu Histórico J. de Figueiredo Filho, reunindo pessoas importantes para o fazer cultural da região em um momento de diálogo, partilha de experiências e fortalecimento das ações de preservação da memória e do patrimônio cultural do Crato e do Cariri.

A atividade contará com a presença de Isabelly Pompeu, representante estadual dos Sistemas de Museus, promovendo uma importante troca sobre políticas culturais, preservação patrimonial e valorização das memórias coletivas construídas em nossos territórios.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.