Hospital São Vicente amplia acesso a tratamentos oncológicos de alto custo para pacientes do SUS

O Hospital Maternidade São Vicente de Paulo (HMSVP), em Barbalha, ampliou o acesso de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) a tratamentos oncológicos de alto custo. Por meio de sua atuação filantrópica e em parceria com a Natcofarma, a instituição passou a disponibilizar o carfilzomibe para pacientes diagnosticados com mieloma múltiplo. Além disso, o hospital firmou parceria com a Dr. Reddy’s para ofertar o palbociclibe a pacientes com câncer de mama avançado ou metastático.

O carfilzomibe é um medicamento oncológico indicado para pacientes com mieloma múltiplo que apresentaram recidiva da doença ou que não tiveram resposta satisfatória à primeira linha de tratamento, como a quimioterapia. Já o palbociclibe é utilizado no tratamento de câncer de mama avançado ou metastático, em casos de tumores do tipo HR-positivo, ou seja, receptor hormonal positivo, e HER2-negativo, receptor 2 do fator de crescimento epidérmico humano negativo. As medicações não são experimentais e já são utilizadas no tratamento oncológico.

Com as iniciativas, o Hospital São Vicente se torna o primeiro hospital do Brasil a disponibilizar o carfilzomibe para pacientes do SUS com mieloma múltiplo. A instituição também passa a ser o segundo hospital da região Nordeste e o primeiro do Ceará a oferecer o tratamento com palbociclibe para pacientes do SUS com câncer de mama avançado, desde que haja indicação médica para o uso da medicação.

Para a diretora executiva do Hospital São Vicente, Ir. Glória Querino, a ampliação do acesso representa mais do que um avanço terapêutico: é também uma resposta humanizada às necessidades dos pacientes oncológicos. “Quando falamos em tratamento oncológico, falamos de vidas, de famílias e de esperança. Poder oferecer terapias que antes eram de difícil acesso para pacientes do SUS reafirma a nossa missão filantrópica e o nosso compromisso com um cuidado cada vez mais humano, digno e integral”.

De acordo com Thaína Saraiva, gestora farmacêutica do HMSVP, a chegada dessas terapias amplia as possibilidades de cuidado para os pacientes. “Os novos tratamentos podem trazer benefícios importantes para pacientes que possuem indicação médica, contribuindo para o controle da doença e para a melhoria da qualidade de vida. É importante reforçar que o uso dessas medicações não é uma escolha do paciente. A adesão ao tratamento depende da avaliação e da indicação do médico oncologista ou especialista responsável, considerando o diagnóstico, o estágio da doença e as condições clínicas de cada pessoa”.

Apesar de terem sido incorporados ao SUS, o acesso a esses medicamentos ainda ocorre, em muitos casos, por meio de judicialização, por se tratarem de terapias de alto custo. Cada ampola de carfilzomibe custa, em média, R$ 8 mil. Já o palbociclibe tem valor médio entre R$ 15 mil e R$ 20 mil por caixa com cerca de 21 cápsulas.

Atualmente, oito pacientes da unidade foram selecionados pelo médico hematologista Dr. Ricardo Vieira e já estão em tratamento com o carfilzomibe. Outras nove pacientes foram selecionadas pelo médico mastologista Dr. Ricardo Quidute para o uso do palbociclibe.

O acesso às medicações representa um avanço importante para o cuidado oncológico no Cariri, contribuindo para ampliar as alternativas terapêuticas, melhorar a qualidade de vida dos pacientes e fortalecer o fluxo de atendimento especializado no Hospital São Vicente.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.