Hospital e Maternidade São Lucas orienta mães sobre a importância da doação de leite materno

A Secretaria de Saúde de Juazeiro do Norte (Sesau), por meio do Hospital e Maternidade São Lucas (HMSL), reforça a importância das doações para o abastecimento do Banco de Leite Humano da unidade, que atualmente apresenta estoque reduzido.

Neste mês de maio, no dia 19, é celebrado o Dia Nacional de Doação de Leite Materno. As doações são essenciais para atender à alta demanda, já que o leite materno é indispensável para o cuidado e a recuperação de recém-nascidos internados na UTI Neonatal e no berçário.

De acordo com o Ministério da Saúde, cada litro de leite doado pode alimentar até dez recém-nascidos. Dependendo do peso do prematuro, apenas 1 ml por oferta já pode ser suficiente para nutri-lo.

Bebês internados que não podem ser amamentados pelas próprias mães têm, por meio da doação, a oportunidade de receber os benefícios do leite materno. O alimento contribui para um desenvolvimento mais saudável, aumenta as chances de recuperação e ajuda a proteger contra infecções, diarreias e alergias. O gesto solidário impacta diretamente a vida de inúmeras crianças.

Qualquer mulher saudável que esteja amamentando pode se tornar doadora. O processo é simples e seguro. Para participar, basta entrar em contato pelo telefone (88) 2131-5035 e manifestar o interesse em doar. A equipe do hospital realiza visita domiciliar para fornecer orientações sobre o processo, além do acondicionamento e armazenamento do leite.

Após o cadastro, a cada oito dias, a equipe retorna às residências das doadoras para recolher os recipientes e entregar novos frascos.

O Banco de Leite Humano do Hospital e Maternidade São Lucas foi instalado em 2012 e já beneficiou centenas de bebês, graças à solidariedade de mães doadoras. O equipamento integra a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (rBLH), vinculada ao Sistema Único de Saúde (SUS).

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.