Haaland brilha e Noruega goleia Iraque em seu retorno à Copa do Mundo

Após 28 anos de ausência em Mundiais, a Noruega retornou em grande estilo nesta terça-feira (16), com direito à goleada de 4 a 1 sobre o Iraque na estreia pelo Grupo I da Copa do Mundo. Em sua primeira participação em Mundiais, o atacante Erling Haaland sobrou em campo, com dois gols marcados e uma assistência . Sensação nas eliminatórias europeias, com 100% de aproveitamento, a seleção norueguesa fecha a primeira rodada da fase de grupos do Mundial na liderança da chave, à frente da França, devido ao menor saldo de gols.

O primeiro tempo começou acirrado. Com alta estatura, os noruegueses travaram corpo a corpo com o bloqueio dos iraquianos no meio campo. O camisa 9 Haaland abriu o placar aos 27 minutos, após jogada coletiva pela esquerda, iniciada pelo atacante Nusa. Ele foi para cima da marcação, rolou para o lateral David Moller Wolfe, que cruzou rasteiro para Haaland empurrar para o gol.

O Iraque não se intimidou e foi para o ataque. Aos 38 minutos, Aymen Hussein deixou tudo igual no Estádio de Boston. Após cruzamento de Al-Ammari, o centrovante iraquiano saltou mais alto que três defensores noruegueses para cabecear no fundo da rede.

Quatro minutos depois os Leões desempataram, após erro do zagueiro Tahseen ao recuar a bola para o goleiro Hassan. Atento, Haaland disparou em direção à bola, ganhou a dividida com Hassan e marcou o segundo dele na partida.

Na etapa final, os noruegueses ditaram o ritmo do jogo. Aos 31 minutos, Odegaard cobrou escanteio na pequena, na medida para Ostigaard pular livre de marcação e cabecear forte no fundo da rede. Com a vantagem de 3 a 1 no placar, os noruegueses dominavam o campo, sem resistências dos iraquianos. Já nos acréscimos, Haaland aproveitou cruzamento na segunda trave para cabecear para o volante Thorstvedt que estava na pequena área. Na disputa de bola com a defesa iraquiana Ele ainda disputou a vola com a defesa iraquian na pequena área após cruzamento na segunda trave, Haaland ganhou a disputa pelo alto, cabeceou para dentro da pequena área na direção de Thorstvedt. O volante disputou a bola com a defesa iraquiana, mas ela acabou entrando. Gol contra para a Noruega, marcado por Hussein.

Fonte: Agência Brasil

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.