Guarda Municipal do Crato recebe quatro novas viaturas, uma parceria com o Governo do Ceará

Na última sexta-feira, 22, o Governo do Ceará realizou a entrega de viaturas e equipamentos às Guardas Municipais de 65 municípios cearenses. O Crato foi contemplado com quatro novas viaturas. A cerimônia aconteceu no Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp), em Fortaleza. A iniciativa faz parte do Programa Estadual Integrado de Segurança Pública e Defesa Social (Pisp), idealizado pela Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp) e coordenado pela Secretaria da Segurança Pública (SSPDS).

O governador Elmano de Freitas destacou que este é mais um dia de fortalecimento da integração das forças de segurança. “São 65 municípios recebendo viaturas, cidades que têm suas guardas municipais”, apontou, acrescentando os critérios considerados. “Levamos em consideração o tamanho da população e da guarda concursada. Com base nisso, distribuímos os veículos, os rádios de comunicação, tonfas, demonstrando o nosso compromisso com as questões técnicas que a segurança pública exige de nós”, disse o governador.

O prefeito André Barreto esteve na solenidade acompanhado do comandante da GCM Crato, Marcos Crystian, e de três guardas civis. Na oportunidade, destacou a importância da parceria entre a Prefeitura do Crato e o Governo do Ceará. “Seguimos avançando no cuidado e na proteção do nosso povo”, comentou.

Além do governador, participaram das entregas o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Romeu Aldigueri; o ministro de Relações Institucionais, José Guimarães; o secretário estadual de Segurança, Roberto Sá; a cúpula estadual de Segurança; o prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão; deputados e deputadas; prefeitos, prefeitas e representantes de Guardas dos municípios contemplados com o investimento.

A entrega representa uma evolução estratégica na cooperação entre o Estado e os municípios no enfrentamento integrado à violência e na promoção de um ambiente mais seguro para a população. O Pisp tem como objetivo integrar a atuação das forças estaduais com as estruturas municipais, a partir de um modelo de governança focado na prevenção da violência e na segurança pública cidadã, ampliando a efetividade das ações.

Capacitação e governança

Além dos equipamentos, o programa prevê a qualificação das guardas municipais por meio de cursos estruturados em três eixos temáticos: fundamentos táticos e operacionais; gerenciamento de crises e proteção de dignatários; e mediação, policiamento comunitário e proteção aos grupos vulneráveis. A carga horária será de 100 horas para guardas desarmadas e 120 horas para guardas armadas. As primeiras turmas estão previstas para junho, com capacidade de até 35 alunos por turma.

O programa também fomentará a elaboração de planos municipais de segurança e a criação de instâncias de participação social, como os Comitês Territoriais e os Conselhos Comunitários de Defesa Social (CCDS).

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.