Gabriel Martinelli decide classificação do Brasil às oitavas e vibra: “Sem palavras para descrever a alegria”

O atacante Gabriel Martinelli não escondeu a emoção por ter marcado o gol da classificação da Seleção para as oitavas de final da Copa, nesta segunda (29), na vitória por 2 a 1 sobre o Japão. Ele entrou em campo na etapa final e, nos acréscimos da partida, acertou o canto um com chute colocado para colocar a Amarelinha em vantagem.

“Não tenho palavras para descrever a alegria que está no meu coração ao ver todo o povo brasileiro feliz com a classificação. Ver a minha família, minha esposa, meu pai, minha mãe, meus amigos… Não tenho como explicar o que sinto. A ficha não caiu, só vai cair daqui a um tempo. Falei outro dia com a minha família que tinha acertado bola na trave e teria outra oportunidade. Graças a Deus hoje consegui fazer o gol. Estou muito feliz pelo time, que se doou o máximo”, celebrou.

O camisa 22 estava bem posicionado dentro da área para receber a assistência de Bruno Guimarães e, rapidamente, finalizar para o gol, seu quinto pela Amarelinha em 26 jogos. Ele agradeceu ao meio-campista, carinhosamente chamado de BG, e exaltou a qualidade do passe.

“Um grande passe do BG e estou muito feliz pelo gol. Somos muito próximos. E conversamos sobre esses movimentos dentro da área, e eu sei da qualidade que ele tem em espaços curtos e que pode achar qualquer passe ali. Eu estava preparado entre o lateral e o zagueiro, ou para o passe, ou se chutasse, para eu ir ao rebote. Ele achou um passe incrível e a minha parte foi a mais fácil”, enalteceu.

Para garantir a classificação, a Amarelinha precisou obter a primeira vitória de virada desde que Carlo Ancelotti assumiu o comando da equipe. Apesar do revés parcial ao fim do primeiro tempo, a Seleção teve resiliência e mostrou competência para conquistar a vaga.

“O coletivo hoje fez a diferença. Nos entregamos hoje nos 96 minutos e merecemos muito essa vitória, lutamos até o final. Conseguimos fazer o primeiro gol, depois o segundo, com uma jogada muito bonita (…)”, frisou o jogador de 25 anos.

O gol de Gabriel Martinelli colocou o Brasil nas oitavas de final, fase em que enfrentará Costa do Marfim ou Noruega. A definição do adversário acontecerá nesta terça-feira (30), no confronto entre marfinenses e noruegueses, às 14h (de Brasília), em Dallas.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.