Fortaleza é superado pelo Vitória no primeiro jogo da final da Copa do Nordeste

Na noite desta terça-feira (2), o Fortaleza recebeu a equipe do Vitória, na Arena Castelão, pela partida de ida da grande final da Copa do Nordeste, e acabou superado pelo placar de 2 a 1. Vitinho marcou o gol tricolor.

Com o resultado, o Leão do Pici precisa vencer a partida para levar a decisão para os pênaltis. Caso vença por dois gols, o Fortaleza conquista a sua quarta Copa do Nordeste.

Jogando pela primeira partida da final da Copa do Nordeste, o Fortaleza começou a partida melhor, utilizando de seus alas para avançar no campo e cruzar oferecendo perigo. O primeiro lance do jogo saiu dos pés de Pochettino, que cruzou buscando Vitinho, mas o camisa 11 acabou desperdiçando a chance. Após o susto, foi o Vitória quem atacou, tendo a oportunidade de abrir o marcador em cobrança de escanteio, mas João Ricardo defendeu as duas finalizações dos visitantes.

Na etapa final, o Leão do Pici continuou melhor em campo, criando chances e finalizando contra o goleiro Lucas Arcanjo. O Fortaleza abriu o placar com Vitinho, que em bela jogada limpou a marcação e finalizou no canto da meta adversária. Com a vantagem, o Tricolor de Aço chegou perto de ampliar para 2 a 0, mas Pochettino acabou desperdiçando a chance criada. Aos 16 minutos, Ronald acabou sendo expulso e deixou o Fortaleza com um a menos.

Aos 36, após análise do VAR, o juiz assinalou pênalti para o adversário, que foi convertido por Renato Kayzer. Na reta final, o Vitória acabou virando a partida, fazendo com que a partida termine em 2 a 1.

PRÓXIMO CONFRONTO

O Fortaleza visita a equipe do Vitória neste sábado (6), no Barradão, às 16h, pela partida de volta da grande final da Copa do Nordeste 2026.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.