Festival Juaforró encerra programação de shows com muito forró

O Festival Juaforró encerrou a programação de shows no Parque de Eventos Padre Cícero neste domingo, 28. A última noite reuniu milhares de pessoas em Juazeiro do Norte, com uma programação que teve o forró como grande destaque.

No palco principal, o público acompanhou os shows de Jorge de Altinho, um dos maiores nomes da música nordestina, e de Fábio Carneirinho, que emocionou os presentes com um repertório dedicado às tradições do forró. A programação também contou com apresentações de Murilo Huff, Jota Farias e Flor Florentino, encerrando os cinco dias de festival com uma mistura de ritmos e grandes sucessos.

Além dos shows, o festival manteve a programação cultural nos espaços temáticos do Parque de Eventos. O Palhoção recebeu Frank Costa e Avelino do Acordeon. Já a Cidade Cenográfica recebeu centenas de visitantes, proporcionando uma experiência imersiva inspirada no universo das festas juninas.

A Feira Marias do Juá também encerrou sua participação no festival com a comercialização de produtos de empreendedoras locais. O espaço reuniu artesanato, gastronomia, moda e diversos itens da economia criativa, fortalecendo o empreendedorismo feminino e gerando oportunidades de renda durante o evento.

Ao longo de toda a programação, o festival contou com uma estrutura integrada de segurança, saúde e assistência social. Equipes da Guarda Municipal, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Demutran, serviços de saúde e da Tenda Lilás atuaram para garantir acolhimento, prevenção e atendimento ao público, contribuindo para a realização de um evento seguro e organizado.

Durante os cinco dias de programação, não foram registradas ocorrências de maior gravidade.

Ao longo dos cinco dias, o Festival Juaforró reuniu grandes atrações nacionais e artistas locais, movimentando a economia do município e fortalecendo o turismo. A edição de 2026 também destacou espaços voltados à cultura popular, ao artesanato, à gastronomia regional e ao empreendedorismo.

A programação cultural do Juaforró continua nos dias 30 de junho, 1º e 2 de julho, com a realização do Festival de Quadrilhas, que integra o calendário do evento.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.