As exportações de sucata ferrosa, insumo usado na fabricação de aço, voltaram a cair em setembro, para 69.442 toneladas, 30,3% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando somaram 99.700 toneladas. Sobre o mês de agosto último, houve quase estabilidade nas exportações.
Pela primeira vez no ano, de janeiro a setembro, as vendas externas estão menores que no igual período do ano passado. Atingiram neste ano 657.655 toneladas, retração de 2,28% sobre as 673.006 toneladas em 2025, conforme dados divulgados pelo Ministério da Economia, Secex.
Segundo o presidente do Instituto Nacional da Reciclagem (Inesfa), Clineu Alvarenga, órgão de classe que representa mais de 5 mil empresas recicladoras que praticam a sustentabilidade e impulsionam a economia circular, alguns fatores explicam essa queda, como o aumento do frete dos navios provocado pelo cenário internacional e incerteza com as guerras. “Qualquer aumento no frete inviabiliza as exportações de um produto que tem baixo valor agregado”, afirma Alvarenga.
Ele espera que, com o fim da época das monções (período de chuvas) na Índia e em outros países da Ásia, haja recuperação das vendas externas em outubro e próximos meses para compradores da sucata brasileira. O presidente do Inesfa lembra que as exportações de sucata são apenas de volume excedente e representam muito pouco do volume total comercializado, cerca de 5%.
No mercado interno, o quadro também não é favorável. “O setor, como vários outros da economia, está em compasso de espera por conta das eleições. Precisamos aguardar qual será o próximo governo, se haverá influência na demanda e como se comportará o mercado numa eventual mudança de política econômica”, diz Alvarenga.
Mercado de alumínio
No mercado de sucata de alumínio, cujas exportações também são irrisórias (cerca de 5% da produção), de janeiro a setembro foram 40.786 toneladas exportadas e importadas três vezes mais, 132.916 toneladas.
“Esse movimento ocorre desde o ano 2000, sempre nos mesmos níveis, o que não justifica o pedido do setor, por meio da Associação Brasileira do Alumínio – ABAL, de controle de exportações”, diz Alvarenga.




