Expo Arte e Sustentabilidade abre programação do Junho Ambiental em Juazeiro do Norte

A transformação de resíduos em arte marcou a abertura do Junho Ambiental 2026 em Juazeiro do Norte. Na segunda-feira, 8 de junho, a Prefeitura de Juazeiro do Norte, por meio da Autarquia Municipal de Meio Ambiente (AMAJU), lançou a Expo Arte e Sustentabilidade, no Centro Cultural Daniel Walker. A iniciativa marca o início da programação do Junho Ambiental em Juazeiro do Norte e reúne trabalhos produzidos a partir da reciclagem e do reaproveitamento de resíduos, incentivando a conscientização ambiental e a economia solidária.

A exposição conta com a participação de 11 artesãos que utilizam materiais recicláveis para criar peças decorativas, utilitárias e artísticas. A mostra ficará aberta para visitação gratuita até o dia 29 de junho. Um dos participantes é o catador e artesão Cícero dos Santos, que há cerca de quatro anos transforma materiais coletados durante seu trabalho em peças artesanais. “A gente aproveita sacolas, palitos de picolé, livros e outros materiais encontrados na coleta seletiva. Fazemos bolsas, porta-canetas, vasos e diversas outras peças. Foi uma forma de unir a reciclagem com algo que eu já gostava de fazer, que é o artesanato”, relatou.

Com o tema “A Reciclagem a favor da Economia Solidária”, a exposição apresenta trabalhos que demonstram como resíduos que normalmente seriam descartados podem ganhar novas funções por meio da criatividade e do artesanato. Entre as peças expostas estão esculturas produzidas com sucata metálica, artigos confeccionados com garrafas PET, tecidos reutilizados, palha de milho, papelão reciclado e outros materiais reaproveitados.

Durante a abertura, também foi lançada a programação do Junho Ambiental, campanha que busca fortalecer a conscientização ecológica entre estudantes e a população em geral por meio de atividades educativas, culturais e ambientais.

De acordo com o superintendente da AMAJU, Ivan Figueiroa, a exposição reforça a importância da reciclagem como ferramenta de transformação social e econômica. “Estamos iniciando mais um Junho Ambiental para ampliar a consciência ecológica das crianças e de toda a população. A exposição mostra que aquilo que muitas vezes é descartado pode se tornar matéria-prima para o trabalho e a geração de renda de outras pessoas. As peças estão disponíveis para venda diretamente com os artesãos, fortalecendo também a economia solidária”, destacou.

A campanha do Junho Ambiental é promovida pelo Governo do Estado do Ceará e realizada em Juazeiro do Norte pela Prefeitura, por meio da AMAJU, da Secretaria de Educação (SEDUC), da Secretaria de Agricultura, Meio Ambiente e Serviços Públicos (SEAMASP) e da Fundação Escola de Educação Ambiental Monsenhor Murilo.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.