Escola 8 de Março desenvolve projeto que une poesia e matemática

A Escola de Ensino Infantil e Fundamental 8 de Março realizou, no último sábado letivo (11), a culminância do Projeto Interdisciplinar de Língua Portuguesa e Matemática, intitulado “Poesias que Encantam a Matemática”. A iniciativa foi desenvolvida ao longo de dois meses, envolvendo os alunos em atividades que integraram leitura, interpretação, raciocínio lógico e expressão artística.

Coordenado pelos professores Francisco Henrique Alexandre Sá e Maria Elianúbia de Oliveira Sales, o projeto teve como objetivo tornar o aprendizado mais dinâmico e significativo, aproximando a matemática do universo poético e cultural nordestino.

Como ponto de partida, os alunos estudaram a obra do autor Fabiano dos Santos Piúba, que retrata a história de Patativa do Assaré. A partir desse estudo, foi possível levar para a sala de aula toda a riqueza da literatura de Patativa, com foco nos estudantes do 4º ano B e D.

A proposta pedagógica trabalhou de forma interdisciplinar, unindo Língua Portuguesa e Matemática. Na disciplina de Português, os alunos exploraram as poesias de Patativa do Assaré, enquanto, na Matemática, foram abordadas situações-problema relacionadas ao cotidiano do homem do campo, como a vida do agricultor e as dinâmicas das feiras. Além disso, os estudantes também aprenderam sobre a métrica poética, com ênfase na contagem silábica, estabelecendo uma conexão direta entre linguagem e números.

Segundo o professor Francisco Henrique Alexandre Sá, a proposta foi pensada para aproximar os conteúdos da realidade dos alunos. “A gente buscou trabalhar a matemática de forma contextualizada, dentro da vivência dos estudantes, associando com a poesia de Patativa do Assaré. Foi uma experiência muito rica, porque conseguimos integrar duas áreas do conhecimento e despertar ainda mais o interesse dos alunos pela aprendizagem”, destacou.

Finalizado com sucesso

A culminância foi marcada por uma programação diversificada, contando com a participação ativa dos alunos. O momento iniciou com a execução dos hinos de Assaré e do Crato, reforçando a valorização da identidade cultural da região.

Durante o evento, direção, coordenação e professores destacaram a importância de práticas pedagógicas inovadoras no processo de ensino-aprendizagem. Um dos pontos altos foi o recital de matemática inspirado na obra de Patativa do Assaré, com composição da cordelista Rosário Lustosa, unindo literatura e números de forma criativa.

Os alunos também emocionaram o público com uma apresentação coreografada ao som da música “Vaca Estrela e Boi Fubá”, de Luiz Gonzaga, ícone da cultura nordestina. Outro momento especial foi a participação da avó do aluno Marcelo Muniz, a poeta popular Maria Tavares Muniz, que recitou poesias de Patativa do Assaré, fortalecendo os laços entre escola e comunidade.

A programação contou ainda com exposição de livros de Patativa do Assaré organizada pelos alunos do projeto, além da participação de um repentista convidado, enriquecendo ainda mais o evento com a tradição da poesia improvisada.

Ao final, foram entregues certificados aos alunos participantes, reconhecendo o empenho e a dedicação ao longo do projeto.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.