Endrick exalta Ancelotti na Seleção, aprendizado com atletas experientes e relação de longa data com Rayan

Endrick celebrou a convivência com Carlo Ancelotti na Seleção Brasileira, em entrevista coletiva nesta quinta-feira (2), no hotel The Ridge, em Basking Ridge. O atacante, que trabalhou com o técnico no Real Madrid, reforçou que houve “encaixe” na relação entre o italiano e a Amarelinha.

“É uma convivência maravilhosa. Foi meu primeiro treinador quando cheguei na Europa. Para mim, foi uma das melhores experiências tê-lo como primeiro treinador. Foi incrível, pude aprender com ele e com o staff dele, que é muito bom. Com a Seleção não está sendo diferente. Acho que não teve encaixe melhor do que ter Ancelotti como treinador do Brasil. Esperamos seguir evoluindo, que é o mais importante para nós nesse ciclo”, disse.

Aos 19 anos, Endrick está na disputa de sua primeira Copa do Mundo. Nos quatro jogos do Brasil até aqui, entrou no segundo tempo das vitórias sobre Haiti, Escócia e Japão. Apesar da expectativa para receber uma chance como titular, ele destacou a concorrência dentro do grupo e projetou o duelo pelas oitavas de final da Copa, contra a Noruega, no domingo (5).

“Estou muito agradecido de estar aqui, para mim é uma vitória estar com esse grupo e disputar uma Copa. Acho que 26 jogadores estão loucos para jogarem e estão todos muito preparados. Se os 26 não estivessem preparados, não estariam aqui. Vou esperar Deus, o Mister, que vai fazer o melhor pela equipe”, pontuou.

“É um grande jogo, com grandes jogadores e os dois times querendo buscar a vitória a todo momento, não tenho dúvida de que vai ser maravilhoso. Espero que a gente possa fazer um bom jogo, estamos buscando sempre melhorar, fazer o que o Mister pede e entrar bem todos os jogos, porque sabemos que agora não tem margem para erro (…)”, completou.

Junto ao atacante, estão nomes como Neymar, em seu quarto Mundial, e outros em sua terceira oportunidade, como Alisson, Casemiro, Ederson, Danilo e Marquinhos. Ele aproveita esta chance para aprender com quem sabe o que é representar o país há muito tempo.

“(…) É muito importante conversar com essas pessoas que são os capitães da Seleção. Não só o Ney, mas Marquinhos, Casão, Alisson. Estar com esses jogadores por perto e pegar experiência com eles é uma coisa maravilhosa”, comemorou.

 

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.