Endividamento atinge menor nível desde 2011 e investimentos crescem no Ceará, aponta Sefaz-CE

O Ceará registrou, no primeiro quadrimestre de 2026, o menor nível de endividamento desde 2011. O resultado foi apresentado pelo secretário da Fazenda, Fabrízio Gomes, na última sexta-feira (12), durante reunião da Comissão de Orçamento, Finanças e Tributação (COFT), realizada na sede da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece).

Segundo os dados divulgados, a Dívida Consolidada Líquida (DCL) ficou em 24,4% nos primeiros meses do ano. O percentual é significativamente inferior ao limite de 200% previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para os estados.

Outra informação destacada pelo gestor na audiência pública deste mês foi o volume de investimentos realizados entre janeiro e abril, que alcançou R$ 1,3 bilhão, representando um acréscimo de 56% em relação ao mesmo período de 2025. “O Estado do Ceará tem batido recorde em diversas áreas, e o investimento é uma delas […]. Fechamos o ano de 2024 com R$ 3,9 bilhões, o maior investimento da história; ultrapassamos em 2025 com R$ 4,8 bilhões e a tendência é que em 2026 a gente finalize o ano com mais um recorde histórico”, compartilhou.

A explanação também abordou o desempenho das receitas estaduais, destacando o crescimento da arrecadação. Entre os principais resultados apresentados, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) registrou crescimento de 10%, à frente de estados como Pernambuco (5%) e Bahia (2%).

Além desse desempenho, também foram destacados os indicadores fiscais do Estado. Nesse aspecto, o Ceará vem cumprindo os limites estabelecidos na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), incluindo a Despesa com Pessoal. O Estado também tem mantido outros indicadores dentro do patamar previsto na legislação relacionada (Resultado Primário e Nominal, Operações de Crédito, Endividamento, entre outros).

Presidida pelo deputado estadual Missias Dias, a audiência atende à exigência da LRF e todos os relatórios estão disponíveis na aba de Transparência da Sefaz-CE. A secretária executiva do Tesouro e Gestão Fiscal, Roberta Pita, e o deputado estadual Guilherme Sampaio também acompanharam o momento, assim como servidores da Fazenda Estadual.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.