Em tempo recorde, Ciopaer/SSPDS realiza transporte aeromédico de Iguatu até Barbalha

Uma ação em tempo recorde foi realizada por equipes da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer), da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará (SSPDS-CE), na noite da última sexta-feira (5). Uma criança, de 11 anos, foi transportada de uma unidade de saúde em Iguatu – Área Integrada de Segurança Pública 10 (AIS 10), para um hospital em Barbalha (AIS 2). A ação contou com o apoio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência do Ceará (Samu Ceará).

Após o acionamento, a aeronave de suporte aeromédico decolou em menos de 30 minutos, garantindo rapidez no atendimento e aumentando as chances de recuperação do paciente.

Voar para proteger e salvar

Em uma resposta rápida e coordenada, a equipe da Ciopaer deslocou-se até Iguatu para realizar o transporte aeromédico. Após os procedimentos de estabilização e embarque, a criança foi levada com segurança até o hospital de referência, onde recebeu atendimento especializado.

“Para garantir a sobrevivência do garoto, o recurso aéreo foi acionado. Em uma mobilização impressionante, a aeronave de suporte estava pronta para decolar em menos de 30 minutos após o pedido”, destacou o major Túlio Burlamaqui, da Ciopaer, que participou da ocorrência.

O transporte aeromédico permitiu que a criança chegasse à unidade de saúde especializada, onde segue recebendo suporte de alta complexidade para definição e continuidade do tratamento.

Transportes aeromédicos

As aeronaves da Ciopaer são equipadas com UTI aérea e contam com médico e enfermeiro a bordo. O transporte aéreo é utilizado para reduzir o tempo de deslocamento entre cidades por vias terrestres e agilizar o socorro a pacientes em estado grave. As ações médicas são realizadas em parceria com as equipes do Samu 192 Ceará.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.