PORWendel Martins
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O primeiro trimestre de cada ano acaba sendo um período de intensa procura por trabalho, a oferta de trabalho ainda tende a ser menor do que a procura, isso acarreta numa maior concorrência. Para quem está desempregado, a busca por trabalho é constante, tarefa esta que, se torna ainda mais difícil devida a lenta recuperação da economia. Entretanto, o começo do ano pode representar boas oportunidades para aqueles que conseguirem colocação no mercado, principalmente em grandes empresas, visto que, nestas empresas começam a ser implantados novos projetos até então adiados no fim do ano.

Uma pesquisa publicada ontem, 5 de fevereiro, pela Associação Brasileira de Supermercados – ABRAS, mostrou que as vendas nos supermercados e hipermercados brasileiros cresceram 2,07% em 2018. Isso mostra a força que o setor de serviços desempenha na economia, notadamente o subsetor de comércio e serviços como o de alimentação. Mas o que isso tem a ver com emprego?

Os comerciantes estão mais confiantes no desempenho da economia em 2019 e isso incide diretamente no nível de contratações. Vale lembrar que em 2018 tivemos uma pequena crise no comércio varejista devido à greve dos caminhoneiros, mas, o setor já vai se recuperando, uma vez que a inflação não assusta os comerciantes. O setor de serviços é tido como absorvedor de emprego na economia. Quem não consegue colocação na indústria, conseguirá uma colocação no setor de serviços, que surge como um setor complementar à indústria. Se o setor de comércio vai bem, essa é uma tendência e um bom momento para se procurar uma oportunidade no setor.

Dados publicados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – CAGED, mostram que no triângulo Crajubar (correspondente a conturbação entre as cidades de Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha), 2018 fechou o ano com um total de 392 contratados para o setor de comércio, deste total, 354 foram diretamente para o comércio varejista e 251 demitidos. O saldo é de 103 empregos criados para o período.

O cenário de otimismo reflete aqui no Crajubar a singularidade do fenômeno religioso durante todo o ano, além de outras culturas, impactando diretamente no mercado de trabalho, corroborando assim, a influência do setor terciário em suas economias. Ademais, identificamos um grande potencial competitivo em serviços médicos, de ensino, de alojamento, alimentação, e com ascensão do comércio atacadista. Àqueles que estão desempregados na região, setores como estes significam a oportunidade de conseguir aquela colocação no mercado.

Ademais, há uma tendência à modernização do comércio varejista e surgimento de serviços especializados concomitante a expansão urbana que temos observado na nossa região, principalmente pela adoção das Tecnologias da Informação e Comunicação – TIC e da modificação das estruturas urbanas que têm impacto positivo na economia da região, uma vez que intensificam o fluxo de informações e de pessoas, gerando demanda por mão de obra cada vez mais capacitada.