Desafio Entre Serras Cariri, em Crato, chega ao seu último fim de semana, com participação de atletas de 14 estados

Neste fim de semana, 22 a 24 de maio, será finalizada mais uma grande edição do Desafio Entre Serras (DES) Cariri, evento que vem consolidando a região como referência nacional no esporte de aventura e no ciclismo. A competição, que conta com patrocínio da Prefeitura do Crato, reúne atletas de 14 estados brasileiros, movimentando hotéis, restaurantes, comércio e o turismo regional.

Participam atletas de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Distrito Federal, São Paulo, Rio Grande do Norte e Santa Catarina, reforçando o alcance nacional do evento.

Mais do que uma competição esportiva, o Desafio Entre Serras promove integração, superação e desenvolvimento econômico para o Cariri. A chegada dos atletas e suas famílias fortalece a cadeia turística e gera impacto positivo em diversos setores da economia local.

Programação

O segundo final de semana do DES acontece nos dias 22, 23 e 24 de maio, com uma programação intensa que inclui largadas, premiações, atrações culturais, recreação infantil, música e muita adrenalina.

Hoje, 22, será realizada a entrega de kits e vistoria das bikes, das 12h às 20h, na arena montada ao lado do Auto Posto Casarão Palmeiral, para a categoria MTB Ultra. E às 18h30, congresso técnico com os participantes

No sábado, 23, é a vez dos demais atletas (MTB Pro, sport e ligth). Para receber o kit, será necessário apresentar documento oficial com foto e 2kg de alimentos; e levar bike e capacete para vistoria.

Para a criançada que vai participar do MTB Kids, a entrega dos kits acontece no dia 23 de maio, das 8h às 15h. E a largada está prevista para 15h30.

Largadas

Essa é uma prova para testar os limites dos atletas dentro do Chapada do Araripe. A prova contará com percursos de 92km (Pro), 45km (Ultra), 52km (Sport) e 32km (Ligth).

A largada do sábado, 23, será destinada aos atletas da categoria Ultra, que disputam os dois dias de prova; e também do handbike. Já no domingo, 24, acontecem as largadas tanto para os competidores da Ultra quanto para os participantes que irão correr apenas um dia.

A organização orienta que os atletas fiquem atentos aos horários de alinhamento e largada, além de chegarem no dia anterior para retirada dos kits e realização da vistoria das bicicletas. Com expectativa de grande público e forte movimentação econômica, o Desafio Entre Serras reafirma o potencial do Cariri como destino esportivo e turístico, unindo natureza, aventura e desenvolvimento regional.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.