De virada, Brasil derrota Japão por 2 a 1 e avança às oitavas da Copa do Mundo

Num jogo emocionante, decidido aos 51 minutos do segundo tempo, a Seleção Brasileira venceu de virada o Japão por 2 a 1, nos 16 avos de final da Copa do Mundo, e garantiu a classificação às oitavas de final. Os japoneses abriram o placar ainda no primeiro tempo, mas o Brasil correu atrás do resultado e balançou a rede duas vezes com Casemiro e Gabriel Martinelli.

Diante de mais de 68 mil pessoas, no Estádio de Houston, o Brasil mostrou resiliência, perseverança e competência técnica para eliminar os japoneses. Foi sempre superior e poderia ter construído um placar mais elástico.

A Amarelinha aguarda o vencedor do duelo entre Noruega e Costa do Marfim para saber seu adversário na próxima fase do mata-mata. A equipe comandada pelo técnico Carlo Ancelotti volta a campo no domingo (5), às 17h (de Brasília), em Nova Jersey.

Logo no primeiro minuto de jogo, a Amarelinha roubou a bola no ataque e, após tabela com Rayan, Bruno Guimarães finalizou. A boa chance foi o suficiente para incendiar a torcida.

Durante toda a partida a Seleção Brasileira precisou ser paciente e intensificar a troca de passes já que a defesa japonesa estava muito compacta, dificultando a infiltração do Brasil.

Aos 13 minutos, Casemiro achou Matheus Cunha na entrada da área. O camisa 9 abriu espaço e bateu rasteiro de canhota, mas o goleiro Suzuki se saiu bem e jogou a bola para escanteio.

Os japoneses abriram o placar aos 28 minutos. Após passe errado no contra-ataque brasileiro, Sano roubou a bola, disparou e acertou um chute no cantinho, dificultando a defesa de Alisson.

Com o gol do Japão, a Seleção Brasileira teve ainda mais dificuldade para achar os espaços certos, já que os adversários ficaram ainda mais compactos.

O Brasil voltou com mais intensidade no segundo tempo. Aos oito minutos, Rayan cruzou para Douglas Santos na segunda trave, o lateral ajeitou, e Casemiro cabeceou na pequena área, mas Tomiyasu tirou em cima da linha. Logo na sequência, a Amarelinha finalmente balançou a rede com mais uma cabeçada de Casemiro. Vini Jr tocou para Gabriel Magalhães, que cruzou na cabeça do camisa 5 para deixar tudo igual.

A Seleção Brasileira seguiu com maior posse de bola, enquanto o Japão jogava tentando achar mais um gol no contra-ataque. Endrick e Gabriel Martinelli entraram para intensificar o ataque. Nos acréscimos, Rayan roubou a bola no ataque e tocou para Bruno Guimarães. O volante deixou Gabriel Martinelli na cara do gol e o camisa 22 marcou o segundo para carimbar a classificação do Brasil.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.