Crato participa de evento do TCE Ceará após reconhecimento por iniciativas na Primeira Infância

Em reconhecimento às políticas públicas voltadas à Primeira Infância, o Crato foi convidado pelo Tribunal de Contas do Estado do Ceará (TCE Ceará) para participar do lançamento da capacitação “Gestão por Resultados: Política Pública da Primeira Infância”. O convite reforça o protagonismo do município na área e evidencia os avanços alcançados por meio de ações voltadas ao desenvolvimento integral de crianças de 0 a 6 anos.

 

A participação no evento também é resultado do compromisso municipal com o Pacto Cearense pela Primeira Infância. Apenas os 40 primeiros municípios que cumpriram integralmente as metas estabelecidas pelo programa receberam o convite para integrar a capacitação.

 

O encontro tem como objetivo sensibilizar e capacitar gestores e assessores municipais para a implementação de políticas públicas orientadas por resultados, utilizando ferramentas de governança e análise de dados para qualificar a gestão e promover melhorias concretas na vida das crianças.

 

Para Jamille Vieira, assessora da Primeira Infância do Crato e representante do município no evento, o convite se soma a outros reconhecimentos recebidos pela cidade e reflete os resultados do trabalho desenvolvido em prol da Primeira Infância. Entre os destaques, estão o cumprimento de 100% das metas do Pacto pela Primeira Infância e a atuação integrada entre diversas secretarias, como Educação, Saúde e Assistência Social, áreas fundamentais para o desenvolvimento e o bem-estar das crianças de 0 a 6 anos.

 

Capacitação

A capacitação será realizada por meio de seis módulos distribuídos ao longo dos próximos meses. Os encontros abordarão temas relacionados à análise e interpretação de dados, planejamento, governança e responsabilidades institucionais voltadas à Primeira Infância. A proposta é fortalecer a gestão municipal de forma contínua, promovendo ações estruturadas e capazes de gerar impactos positivos e duradouros para as crianças e suas famílias.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.