Crato investe em Prancha de Comunicação Aumentativa e Alternativa para ampliar a acessibilidade no Parque de Exposição

A Exposição Centro Nordestina de Animais e Produtos Derivados, mais conhecida como Expocrato, já movimenta os preparativos no Parque de Exposição. Em uma iniciativa da Associação de Criadores de Caprinos e Ovinos da Bio-região do Araripe (AccoA) e do Espaço Integrar, com a parceria da Prefeitura do Crato, por meio da Assessoria de Atenção Especial Integral à Pessoa com Deficiência, foram produzidas e afixadas no parque Pranchas de Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA), com o objetivo de proporcionar mais acessibilidade às famílias e às pessoas atípicas.

Ao todo, sete placas foram instaladas em pontos estratégicos do Parque de Exposição Pedro Felício Cavalcanti, de forma permanente, garantindo mais acessibilidade a todos os visitantes que frequentarem o espaço.

De acordo com Suellem Fortaleza Pinheiro, asessora jurídica da Accoa, “mais do que um recurso de acessibilidade, essas pranchas simbolizam o nosso compromisso com o respeito à diversidade e com a garantia de que todas as pessoas com deficiência possam vivenciar a Expocrato de forma plena, segura e acolhedora. Inclusão é criar condições para que todos participem, e é isso que estamos buscando fortalecer com essa iniciativa”, declarou.

Para Mirella Esmeraldo, assessora responsável, a iniciativa mostra que a acessibilidade deve estar presente em todos os espaços, garantindo mais inclusão, autonomia e acolhimento para as pessoas com deficiência e suas famílias.

A expectativa é que todos os prédios públicos municipais passem a contar com uma Prancha de Comunicação Aumentativa e Alternativa, ampliando as possibilidades de comunicação e promovendo mais autonomia, acolhimento e inclusão para pessoas e famílias atípicas.

A iniciativa integra um conjunto de ações voltadas à acessibilidade no município. Pela primeira vez, a Prefeitura do Crato conta com uma Assessoria de Atenção Especial Integral à Pessoa com Deficiência, reforçando o compromisso da gestão com a promoção da inclusão e da garantia de direitos.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.