Crato avança em mobilidade urbana: Obra do Canal do Rio Grangeiro acelera e Avenida do Contorno é concluída

A requalificação do Canal do Rio Grangeiro deve chegar a 60% de execução no início de julho, quando começa a urbanização dos 2,6 km da avenida José Alves de Figueiredo com passeio, piso intertravado e guarda-corpo. Nessa primeira e segunda etapas, são investidos R$ 104 milhões. Os recursos advêm da parceria da Prefeitura do Crato com o Governo do Estado. A conclusão da obra segue prevista para dezembro deste ano.

Para cumprir o prazo, mais máquinas e homens foram contratados. No mês passado, eram 50 maquinários pesados em operação e tinham sido gerados 266 empregos diretos e indiretos.

“Hoje, a produção é cerca de 30% maior em número de funcionários e equipamentos”, segundo o Gerente Regional da Superintendência de Obras Públicas – SOP, José Muniz.

Há frentes de serviço simultâneas à altura da Ponte de Bia, onde é construída a bacia de amortecimento, e no canal central.

“Ainda fazemos a drenagem urbana, com execução de bocas de lobo em diversos pontos”, complementou José Muniz.

Projeto de Requalificação do Canal

O projeto de requalificação abrange um novo formato de canal: retangular e verticalizado. Também triplica a vazão para 270 m³/s, encaixando-se à velocidade de até 6 m/s. Dessa forma, vai solucionar definitivamente os problemas de enchentes. Além disso, contempla a urbanização de toda a extensão da avenida José Alves de Figueiredo. Ou seja, representará um avanço histórico em mobilidade para a população cratense.

Avenida do Contorno

A Avenida do Contorno é outra obra de mobilidade que já entrou para a história de 262 anos do município.

Foram concluídos mais de 7 km de estrada para desviar o fluxo de veículos pesados do centro urbano, garantindo um trânsito mais seguro.

“O DETRAN implantou semáforo e sinalização horizontal no entroncamento do Contorno do Crato com a CE-292, que é a Thomaz Osterne no sentido Juazeiro do Norte. Está terminando de sinalizar outros trechos”, explicou José Muniz.

A expectativa é de que a nova avenida seja inaugurada pelo Governador Elmano de Freitas em julho. Os investimentos ultrapassaram R$ 45 milhões.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.