Copa do Mundo Feminina de 2027: SSPDS se reúne com representantes da FIFA, órgãos municipais e nacionais

Grandes eventos precisam de grandes planejamentos. E, com essa finalidade, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS-CE) recebeu, na tarde desta quinta-feira (28), representantes da Federação Internacional de Futebol (FIFA) para uma reunião prévia de alinhamento acerca da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil. O encontro ocorreu na sede da SSPDS, no Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp), e contou com diversos representantes das Forças de Segurança estadual, municipal e nacional.

A competição internacional organizada pela FIFA, que acontecerá no Brasil no próximo ano, contará com diversos estados-sedes, sendo o Ceará um deles. Diante disso, o Estado se prepara para participar do evento da melhor maneira possível: mantendo a integração entre seus próprios órgãos, forças de segurança de Fortaleza e da Federação que atuam no território cearense.

O secretário executivo de Ações Integradas e Estratégicas da SSPDS, Sérgio Pereira, destacou a importância da integração entre os órgãos de segurança pública com a FIFA para proporcionar um grande evento.

“Haverá um grande trabalho em conjunto envolvendo as nossas Forças estaduais, além de forças municipais e forças federais, como a Polícia Federal e a Abin, juntamente com a FIFA. O objetivo dessa integração é que possamos trazer tranquilidade para todos os participantes antes, durante e depois da realização desses grandes eventos no Brasil e no nosso estado, além de trabalharmos para que a população cearense e os turistas que venham ao Ceará possam se divertir”, destacou o secretário executivo da SSPDS, Sérgio Pereira.

Trabalho que funciona

Durante a reunião, foi realizada uma apresentação para os participantes sobre a área funcional de segurança da FIFA, além do estreitamento entre os laços da federação internacional com todos os setores e órgãos de Segurança Pública que atuam em grandes eventos no Ceará. O gerente de Segurança da FIFA na Copa do Mundo Feminina de 2027, Acef Said, ressaltou que a federação chega para somar e não para mudar o trabalho que já é realizado no estado.

“Com muita humildade, muito respeito, a gente vem aqui para integrar o trabalho que os senhores já vem realizando. A gente conhece o trabalho realizado aqui. Eu particularmente já estive aqui, já vim para Fortaleza várias vezes, venho em eventos, em partidas, e sei como vocês atuam, sei do plano operacional de vocês”, ressaltou o gerente de Segurança da FIFA, Acef Said.

Integração em todos os níveis

Além dos representantes da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS-CE) e da Federação Internacional de Futebol (FIFA), também participaram do encontro membros das Coordenadorias Integrada de Planejamento Operacional (Copol), de Inteligência (Coin), Integrada de Operações de Segurança (Ciops) e de Tecnologia da Informação e Comunicação (Cotic), todas da SSPDS. A agenda ainda contou com a participação da Polícia Militar do Ceará (PMCE), da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará (CBMCE), da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) e da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEDEC/CBMCE).

Também estiveram presentes representantes da Polícia Federal (PF), da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), da Secretaria de Segurança Cidadã (Sesec) de Fortaleza, da Guarda Municipal de Fortaleza (GMF) e da Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor).

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.