Com mais de 53 mil cartões entregues no CE, Caravana do VaiVem Trabalhador inicia ações no Cariri

Após percorrer 17 dos 23 municípios da Região Metropolitana de Fortaleza, a Caravana do programa VaiVem Trabalhador chegou à região do Cariri. Nesta terça-feira (23), as equipes da Secretaria do Trabalho (SET) e do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT) deram início à emissão e entrega imediata do cartão VaiVem para os trabalhadores locais. A ação, que também prevê atendimento no município de Missão Velha, seguirá até a próxima sexta-feira (26), na Praça Padre Cícero, no centro de Juazeiro do Norte.

O evento de abertura contou com a presença de autoridades e lideranças locais, incluindo o secretário executivo do Trabalho e Empreendedorismo da SET, Paulo Ferreira, o deputado estadual Nizo Costa, o vereador de Juazeiro do Norte, Barbosa Neto, e o diretor de Promoção do Trabalho e Empreendedorismo do IDT, Rubens Rodrigues. Também estiveram presentes representantes de cooperativas de transportes coletivos da região, que acompanharam o início dos atendimentos e reforçaram a importância da parceria para viabilizar o deslocamento dos beneficiários.

O cartão VaiVem garante a gratuidade no transporte público intermunicipal para quem está à procura de emprego. Para solicitar o benefício, os interessados devem ter mais de 18 anos, estar desempregados e residir na Região Metropolitana do Cariri. No momento do atendimento, é necessário apresentar RG, CPF e comprovante de endereço.

O secretário-executivo do Trabalho e Empreendedorismo da SET, Paulo Ferreira, destacou os resultados do programa no Ceará.

Expansão e impacto social

Criado pelo Governo do Ceará, o programa é executado por meio de uma articulação conjunta entre a SET, IDT, Agência Reguladora do Estado do Ceará (Arce) e Detran-CE.

Lançado em maio de 2024 para beneficiar inicialmente apenas estudantes, o VaiVem foi ampliado para incluir trabalhadores em busca de recolocação no mercado. No final de 2025, a iniciativa passou por uma nova expansão, passando a abranger a região do Cariri. Até junho deste ano, o programa já atendeu cerca de 56 mil pessoas e entregou mais de 53 mil cartões em todo o estado.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.