Com ações de gestão sustentável, Ambiental Ceará amplia impacto ambiental do saneamento no Ceará

O esgotamento sanitário está entre os serviços essenciais com maior influência na qualidade de vida da população, reduzindo a incidência de doenças de veiculação hídrica e a proliferação de pragas, como ratos e baratas. É também um dos maiores mecanismos de defesa da natureza, pois onde existe a disponibilidade desse serviço há proteção contra a poluição das águas por despejo direto de esgoto bruto em rios, lagoas açudes e mares.

Operando no Estado do Ceará desde 2023, quando venceu contrato de Parceria Público Privada com a Cagece, a Ambiental Ceará, empresa do grupo Aegea, está ampliando o impacto ambiental gerado pela atuação da marca a partir de práticas de sustentáveis, especialmente as de economia circular. Umas dessas ações ocorre na Estação de Pré- Condicionamento de Esgoto (EPC), em Fortaleza, responsável por tratar mais de 70% do esgoto gerado na capital cearense.

Desde novembro de 2025, a empresa realizou o reaproveitamento de 400 toneladas de areia retiradas do processo de tratamento de esgoto na EPC. O resíduo é retirado na etapa pré-liminar, enviado para Central de Beneficiamento onde passa por etapas de secagem e de tratamento para descontaminação. Por fim, são realizadas análises de laboratório para a comprovação de que o material está propenso ao reuso em obras e serviços diários da própria empresa, enquadrando-se nas normas técnicas para utilização em serviços de saneamento e construção. Com a prática, a empresa passou a suprir a demanda de areia, antes destinada a aterro sanitário, na sua operação da capital e em cidades atendidas da região metropolitana.

“Atuar de maneira sustentável é um compromisso da Ambiental Ceará desde a sua fundação. Entendemos que isso precisa ir além da coleta e do tratamento do esgoto, tornando-se parte concreta do nosso dia a dia operacional. O reuso da areia integra esse movimento, ao permitir o reaproveitamento de um resíduo que anteriormente seria destinado a aterros sanitários”, afirma o diretor executivo da Ambiental Ceará, Fábio Arruda.

A lógica de reaproveitamento também se estende a outras frentes da operação, como o destino de uniformes antigos da empresa. Em parceria com a ONG Mamãe Margarida, que reúne artesãs do bairro Salesianos, em Juazeiro do Norte, os fardamentos em desuso passam a integrar um novo ciclo de produção, sendo transformados em mochilas, bolsas e cordões para crachá. A iniciativa conecta sustentabilidade ambiental à geração de renda e fortalecimento social, ampliando o alcance das ações de governança da companhia.

Com quase 50 anos de atuação, a instituição recebe os uniformes, que antes passam por um processo de lavagem, custeado pela empresa, para garantir condições adequadas de manuseio. Cerca de 3 mil conjuntos já foram destinados às artesãs desde o início da parceria em 2025, além da recuperação das máquinas de costura utilizadas no processo de confecção dos novos materiais. A partir dessa ação, centenas de novos produtos foram confeccionados, como bolsas e cordões de crachás, sendo que 70% permanecem com as artesãs, contribuindo diretamente para a geração de renda e a manutenção das atividades da ONG, enquanto o restante retorna para uso da própria empresa.

Ao integrar iniciativas ambientais e sociais em sua operação, a Ambiental Ceará reafirma o compromisso com práticas sustentáveis e com a melhoria da qualidade de vida da população. “Atuar com sustentabilidade é uma premissa da Aegea e de todas as unidades que integram o grupo. Por isso, nossas equipes estão diariamente em busca de projetos e práticas capazes de ampliar a nossa atuação nesse campo”, destaca o diretor-presidente da Ambiental Ceará, André Bicca.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.