CIEE promove evento para aproximar Instituições de Ensino e mercado de trabalho

O Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) realiza na nesta quinta-feira, 14 de maio, a primeira edição do CIEE Conecta. O evento reunirá representantes de Instituições de Ensino, parceiros estratégicos, convidados e imprensa para apresentar novas soluções da organização e reconhecer iniciativas voltadas ao desenvolvimento de estudantes em seus primeiros passos no mercado de trabalho.

Idealizado por Rodrigo Dib, superintendente Institucional do CIEE, o encontro nasce com o propósito de fortalecer o relacionamento entre a instituição e o setor educacional, promovendo troca de experiências, inovação e conexão entre educação e empregabilidade.

“A partir de eventos já realizados com as Instituições de Ensino, sentimos a necessidade de criar um encontro único que apresentasse, anualmente, as nossas novas soluções. Elas têm grande potencial para melhorar ainda mais a experiência das instituições e dos estudantes que desejam ingressar no mundo do trabalho”, destaca Rodrigo Dib.

A programação contará ainda com homenagens ao Programa BEEM – Bolsa Estágio Ensino Médio, iniciativa realizada em parceria entre o Governo do Estado de São Paulo e o CIEE, que promove a inserção de estudantes do Ensino Médio Técnico em oportunidades de estágio custeadas pelo governo estadual durante os seis primeiros meses.

O evento terá apresentação do jornalista Sérgio Aguiar e marcará oficialmente uma nova fase de aproximação do CIEE com as Instituições de Ensino, por meio de soluções inéditas voltadas à educação e à empregabilidade jovem.

A imprensa está convidada para a cobertura do evento. O credenciamento deverá ser realizado previamente junto à assessoria de comunicação do CIEE.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.