Centro Cultural do Cariri realiza Mostra de Cinema Contemporâneo de 27 de maio a 30 de julho

No dia 27 de maio, a partir das 18h30, no Centro Cultural do Cariri, equipamento da Secretaria da Cultura, gerido em parceria com o Instituto Mirante, inicia as atividades da Mostra de Cinema Contemporâneo. A programação integra a exposição “Cariri: Corpo, Terra e Cultura” e têm curadoria e mediação da fotógrafa e cineasta Nívia Uchôa. Os filmes que abrem a Mostra são “Meidia” e “Faísca”.

 

A iniciativa objetiva divulgar produções cinematográficas do Cariri, promover a troca de saberes entre artistas e espectadores, contribuir para a formação de público crítico e consolidar o cinema como ferramenta de expressão artística, memória e identidade cultural da região. A expectativa é fortalecer a produção audiovisual local, ampliar a visibilidade dos realizadores e consolidar um espaço contínuo de reflexão, debate e circulação de saberes sobre cinema e cultura popular no Cariri.

 

Filmes exibidos na abertura da Mostra de Cinema Contemporâneo

Meidia

Direção: Lian Gaia

Co-direção: Barbara Matias Kariri

É um filme de memória. Retrata o encontro da artista Lian Gaia com a comunidade do Mareco (Aldeia Marrecas), onde Bárbara Matias Kariri vive com sua família. Mostra o cotidiano dessa família em reivindicação pela memória ancestral indígena no sertão do Ceará e a revolta perante a construção de um açude que desterritorializou parte dessas famílias e afogou a antiga comunidade.

 

Faísca

Direção: Bárbara Matias Kariri

O desaparecimento das onças do território provoca uma desolação nas pessoas da comunidade. Mulheres de diferentes gerações se encontram diante desse conflito, que exige a descoberta de segredos antigos para o retorno das onças, antes que todas as pessoas também desapareçam.

 

Os filmes têm classificação livre e serão exibidos no Pequeno Palco do Centro Cultural. A Mostra de Cinema Contemporâneo segue até 30 de julho.

 

Próximos filmes:

10/6 – “Kariri Silêncio Estrondoso” e “O Vegetariano”

Kariri Silêncio Estrondoso – Direção: Yasmin Ariadne

O Vegetariano – Direção: Wylliana Nascimento

9h às 11h – Pequeno Palco

Mediação: Nívia Uchôa

Classificação indicativa: 12 anos

 

25/6 – “Do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto”

Direção: Weyna Macedo, Lucas Parente, Adeciany Castro e Mariana Smith

18h30 às 20h – Pequeno Palco

Mediação: Nívia Uchôa

Classificação indicativa: Livre

 

22/7 – “A Costureira”

Direção: Ailton Jesus

18h30 às 20h – Pequeno Palco

Mediação: Nívia Uchôa

Classificação indicativa: Livre

 

30/7 – “Quimami”

Direção: Jaildo Oliveira

18h30 às 20h – Pequeno Palco

Mediação: Nívia Uchôa

Classificação indicativa: Livre

Sobre o Centro Cultural do Cariri

Instalado na cidade do Crato, Ceará, o equipamento é conceituado como um Centro Cultural Parque e sua infraestrutura atende, especialmente, à Região do Cariri Cearense, composta por 29 municípios. Desde sua abertura ao público, cerca de 4 mil ações foram realizadas e mais de 1 milhão de  pessoas foram beneficiadas com as programações, todas totalmente gratuitas.

O equipamento ocupa uma área de mais de 50 mil metros quadrados e conta com uma ampla estrutura que inclui Galerias, Residências Artísticas, Salas de Formação, Biblioteca Baobá, Pequeno Palco, Núcleo de Artes e Ofícios, Rádio Unaé, Bosque, Terreiro das Artes, Areninha, Pista de Esportes de Radicais, Quadras de Areia e Brinquedopraça. 

Em processo de estruturação, estão o Teatro-Escola, as Salas de Aula e Ensaio, o Café, o Restaurante-Escola e o Planetário.  Com essa diversidade de espaços, o Centro Cultural do Cariri se consolida como um equipamento de encontro e convivência, promovendo o acesso democrático à cultura, à educação, à ciência e à cidadania.

Como reconhecimento de sua atuação, o Centro Cultural do Cariri foi premiado em 1º lugar como Instituição Destaque no prêmio Melhores de 2025 da Revista Celeste, reafirmando seu papel como referência cultural no território do Cariri e no Brasil.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.