Ceará inicia produção de novo veículo elétrico da Chevrolet e fortalece indústria automotiva

O Ceará deu mais um passo no fortalecimento de sua indústria automotiva nesta quarta-feira (17), com o início da produção do Chevrolet Captiva EV na Planta Automotiva do Ceará (PACE), localizada no Polo Automotivo do Estado, em Horizonte. A solenidade que marcou a nova etapa de expansão da General Motors (GM) no Ceará contou com a presença do governador Elmano de Freitas e de executivos da montadora.

Com a chegada do veículo elétrico, a empresa ampliará em 50% o quadro de funcionários na unidade, inaugurada em dezembro de 2025. O Captiva EV, juntamente com o modelo Spark EUV, amplia o portfólio da marca no segmento de veículos elétricos produzidos fora da China.

“Eu tenho muito orgulho de a General Motors estar produzindo esses modelos no Ceará”, afirmou o governador Elmano de Freitas. “Obrigado por essa decisão e podem confiar plenamente no Estado. Nós faremos tudo para que essa planta e a nossa parceria sejam um sucesso”, frisou o chefe do Executivo estadual.

Como parte da agenda, Elmano também visitou o chão de fábrica e parabenizou os funcionários, dos quais 90% são cearenses, pela participação nesse momento importante para a economia do Estado. “Nós vamos ver esse carro nas ruas de Fortaleza, do Ceará, do Brasil e do mundo. E saber que são vocês que produzem é motivo de muito orgulho.”

Ao se juntar ao Spark EUV, o novo modelo dá sequência a uma estratégia que combina força de marca, proximidade com o consumidor e desenvolvimento gradual das capacidades industriais da GM no Ceará. A iniciativa acompanha a estratégia global da companhia de aproximar a produção dos mercados consumidores à medida que novas tecnologias ganham espaço e relevância comercial.

“Estamos satisfeitos com o trabalho e a qualidade da operação aqui no Ceará. A combinação entre o estado do Ceará e a marca Chevrolet é muito forte no Brasil. Por isso, esses produtos são líderes de seus segmentos no país”, afirmou Thomas Owsianski, presidente da GM América do Sul.

O projeto de expansão da GM na PACE também representa o aumento da capacidade produtiva da unidade, de acordo com o vice-presidente da Comexport e acionista da PACE. “A produção do Captiva EV marca uma nova etapa do polo automotivo. Em uma futura fase de expansão, a unidade poderá inclusive dobrar sua capacidade produtiva, alcançando até 50 mil veículos por ano”, projetou Rodrigo Teixeira.

Participaram da solenidade o presidente da GM América do Sul, Fábio Rua, o presidente da Planta Automotiva do Ceará (PACE), Alan Goldlust, o presidente da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), Romeu Aldigueri, o secretário do Desenvolvimento Econômico, Fábio Feijó, entre outras autoridades.

Dia de muita alegria

O prefeito de Horizonte, Nezinho Farias, município que sedia a PACE, definiu o momento como um dia de celebração para a cidade e para o Ceará. O gestor participou da cerimônia. “Mais um dia importante para o Ceará, mas especialmente para o povo de Horizonte. Estivemos aqui no ano passado para a inauguração, um dia histórico para o município. E hoje, seis meses depois, temos a oportunidade de lançar a segunda marca. Fico muito orgulhoso de estar aqui como prefeito, representando toda a população horizontina”, destacou.

De acordo com o presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Ceará (Adece), a ampliação da produção demonstra a confiança da General Motors no ambiente de negócios do Estado, impulsionado por incentivos fiscais e investimentos em infraestrutura. “Tudo isso é resultado dos esforços do governador Elmano de Freitas para atrair mais empresas e gerar emprego e renda para os cearenses. O Ceará tem um ambiente de negócios muito favorável aos investidores e a General Motors não é mais só uma aposta, é realidade e esta aqui apostando em nosso estado”, concluiu Danilo.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.