Caminhada do Autismo em Barbalha convida crianças e famílias para manhã de inclusão

A Prefeitura de Barbalha, em uma ação intersetorial das secretarias de Saúde, Educação e Assistência Social, inicia as mobilizações para a campanha Abril Azul. Com o tema “Autismo: Um Mundo de Possibilidades”, a programação da Caminhada de Conscientização, marcada para o dia 18 de abril, se inicia às 08h no Parque da Cidade, com destino até a Praça da Estação.

 

O movimento busca fortalecer o diálogo entre a gestão pública e a comunidade, garantindo que o suporte às famílias atípicas continue sendo uma prioridade das políticas municipais. Durante a chegada na Praça da Estação, será oferecida uma estrutura com terapias em grupo, oficinas de aprendizagem e espaços de orientação técnica. Equipes das secretarias estarão de plantão para tirar dúvidas e encaminhar demandas específicas, enquanto as crianças aproveitam os brinquedos, pipoca e algodão doce. Também serão distribuídas as camisas da campanha, que serão entregues mediante o preenchimento do formulário de acesso.

 

As famílias interessadas em participar da caminhada e garantir a camisa oficial devem realizar a inscrição prévia através do link disponível no site oficial da Prefeitura de Barbalha. No ato do cadastro, é necessário informar dados como nome, CPF, endereço, data do laudo médico e o tamanho da vestimenta conforme a tabela indicada. Só serão entregues camisas mediante o preenchimento do formulário, que servirá para a organização do evento e para o mapeamento das demandas da comunidade.

 

A caminhada de 2026 reafirma o papel da gestão em transformar o momento de conscientização em medidas práticas que melhorem a qualidade de vida e o sentimento de pertencimento da comunidade neurodivergente em Barbalha. A iniciativa faz da mobilização uma manhã de lazer e cuidado, além de promover o debate sobre o TEA e abrir uma oportunidade real de atendimento e escuta para quem vivencia a rotina do autismo.

 

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A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.