Brasil goleia o Panamá no Maracanã: 6 a 2

O último jogo antes da viagem visando à Copa do Mundo não poderia ter melhor enredo: goleada e Maracanã cheio. Com mais de 70 mil pessoas no estádio, o Brasil fez bonito em jogo de despedida diante do público brasileiro antes do Mundial. Com um futebol ofensivo, a Seleção Brasileira goleou o Panamá por 6 a 2 e viaja com moral para o enfrentar o Egito no próximo dia 6. O duelo acontecerá no Huntington Bank Field, em Cleveland.

O público brasileiro conseguiu acompanhar dois times em campo. Valendo de um acordo entre as duas seleções, Carlo Ancelotti substituiu 10 jogadores para o segundo tempo e aproveitou quase todos os relacionados para a partida. O zagueiro Léo Pereira foi o único a atuar durante todo o jogo.

Com um meio-campo forte na marcação, a Seleção Brasileira mostrou sua força logo no primeiro minuto de jogo. O meio-campo panamenho saiu jogando errado e Casemiro, atento, cortou. A bola sobrou para Vinicius Júnior, que carregou e arriscou de fora da área para marcar um golaço num chute de 23 metros de distância, sem chance para o goleiro Mosquera. Brasil 1 a 0.

Mesmo dominando as ações de jogo, a Seleção Brasileira sofreu o gol de empate aos 12 minutos em cobrança de falta de Murillo, que contou com um desvio na barreira.

O gol do Panamá não abalou o time de Carlos Ancelotti, que quase marcou o segundo aos 23 em jogada rápida entre Vinicius Júnior e Raphinha. O camisa 11 recebeu passe de Vini dentro da área, mas finalizou na rede pelo lado de fora.

Aos 38, o segundo gol brasileiro. Alex Sandro achou Vinicius Júnior livre pela esquerda. O atacante brasileiro, em jogada individual, bailou diante de dois marcadores panamenhos e chutou cruzado. Casemiro desviou de cabeça e marcou. O lance foi revisto pela arbitragem e o gol validado: Brasil 2 a 1.

E quase o terceiro com Raphinha. Aos 42 minutos, o atacante brasileiro aproveitou uma troca de passes entre Matheus Cunha, Vinicius Júnior e Bruno Guimarães e concluiu tirando tinta da trave do goleiro Mosquera.

No segundo tempo, Carlos Ancelotti fez valer o acordo entre as duas seleções e mudou 10 jogadores. Apenas o zagueiro Léo Pereira permaneceu em campo para a etapa final.

E o “novo” time de Carlos Ancelotti não teve dificuldade de construir a goleada brasileira contra o Panamá. Aos 7, o goleiro panamenho saiu jogando errado com a pressão na saída de jogo e entregou a bola nos pés do atacante Rayan, que chutou de fora da área pela ponta direita. Outro golaço do Brasil.

Aos 14 minutos, Lucas Paquetá marcou o quarto gol após troca de passes entre os jogadores de ataque. Dois minutos depois, Igor Thiago, de pênalti, fez o quinto gol da Seleção Canarinho.

Nos minutos finais, o Brasil chegou ao sexto gol com Danilo Santos após lindo passe de Lucas Paquetá, achando o meia do Botafogo em velocidade para a entrada na área. Fechando a partida, o Panamá fez o segundo com Harvey.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.