Brasil é batido pelos EUA em amistoso em Fortaleza com recorde de público

Três dias depois de vencer os EUA por 2 a 1, em São Paulo, a Seleção Brasileira voltou a enfrentar a rival na noite desta terça-feira (9), no Castelão, em Fortaleza, mas não teve sorte: as visitantes venceram por 1 a 0. O gol dos EUA surgiu num chute de fora da área de Wilson em que a bola desviou em Isabela e enganou Lorena. Na súmula, foi anotado gol contra da defensora brasileira.

O jogo contou com a presença de 55.744 torcedores, um recorde em amistosos da Seleção Brasileira realizados no País. O presidente da CBF, Samir Xaud, prestigiou o evento.

A Amarelinha vinha de duas vitórias consecutivas sobre os EUA, o que já é um feito, tal a força da adversária no cenário internacional. Tentava a terceira, com o apoio de uma torcida apaixonada que incentivou o Brasil durante os 90 minutos. Para tanto, a Seleção criou algumas chances. No primeiro tempo, Isa Haas chegou a fazer um gol de cabeça, anulado por impedimento.

O jogo era bem disputado e aberto, com as duas seleções em busca do gol o tempo todo. Mas as principais oportunidades couberam aos EUA. Foi quando a goleira Lorena se agigantou e lembrou seus melhores momentos vividos na campanha da medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024.

Ela evitou o gol com defesas arrojadas aos 24 e 27 minutos da etapa inicial. Mas acabou ovacionada pelo público nos acréscimos do primeiro tempo, quando salvou a meta brasileira com duas acrobacias – em finalizações de Sears e Wilson.

A nota triste desta etapa foi a saída de Dudinha, aos 31 minutos, com fortes dores de joelho. Ela deixou o gramado chorando bastante e foi consolada por suas colegas antes de seguir para o vestiário.

No segundo tempo, a Seleção Brasileira lutou muito e tentou o gol. Mas quem se destacou novamente foi Lorena. Ela esteve presente de forma decisiva em outros cinco lances. Não conseguiu, porém, impedir o gol de Isabela, após o chute de Wilson, a mesma jogadora que marcou o gol dos EUA na derrota americana na Neo Química Arena. Lorena foi pega no contrapé.

Marta, que não atuava desde a Copa América do ano passado, jogou os últimos minutos, quando a Seleção atuava com nove atletas. Bia Zaneratto e Tarciane foram expulsas no decorrer do segundo tempo. O técnico Arthur Elias também recebeu cartão vermelho. Após o apito final, a árbitra espanhola Paola Lopez ainda expulsou Kerolin e Ludmila, por reclamação.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.