Alunas da rede municipal do Crato são premiadas em concurso do Hemoce

A educação municipal do Crato celebra mais uma importante conquista com a premiação de alunas da rede pública no XVIII Concurso de Frases, Desenhos e Vídeos do Hemoce, iniciativa que busca incentivar a conscientização dos estudantes sobre a importância da doação de sangue e do voluntariado.

Com o tema “Doação de Sangue e o Voluntariado para o Desenvolvimento Sustentável”, o concurso reuniu estudantes de escolas públicas e particulares de todo o Ceará, promovendo reflexões sobre solidariedade, cidadania e responsabilidade social. A iniciativa visa conscientizar alunos do Ensino Fundamental e Médio sobre a relevância da doação de sangue como um ato voluntário, anônimo, altruísta, regular e essencial para o fortalecimento dos sistemas de saúde e para o desenvolvimento sustentável da sociedade.

O concurso contemplou as categorias Desenho, Frase e Vídeo. Na Escola Professor José Bizerra de Brito, as alunas Lara Soares, Ama Luísa dos Santos e Ana Lúcia Silveira, do 5º ano, foram destaque na competição. As estudantes foram orientadas pelo professor Lucas Fernandes de Pinho, que acompanhou o desenvolvimento dos trabalhos e incentivou a participação das alunas no concurso.

Já na Escola Aldegundes Gomes de Mattos, a aluna Luna Renata de Souza Matos, do 5º ano, conquistou premiação na categoria Desenho, sob a orientação da professora Maria Sueni Fernandes Santos.

A participação e o reconhecimento das estudantes reforçam o compromisso das escolas municipais com a formação cidadã, estimulando valores como empatia, solidariedade e responsabilidade social desde os primeiros anos da vida escolar.

Para a secretária municipal de Educação, Neyla Brito, a conquista é motivo de orgulho para toda a rede de ensino. “Ver nossas alunas sendo reconhecidas em um concurso tão importante demonstra o talento, a criatividade e o compromisso dos nossos estudantes. Parabenizo as alunas premiadas, os professores orientadores, as famílias e toda a comunidade escolar pelo excelente trabalho desenvolvido. Essas conquistas mostram que a educação transforma vidas e contribui para a formação de cidadãos mais conscientes e solidários”, destacou.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.