Alegria e emoção marcam a segunda edição do Prêmio Mulheres Inspiradoras

Reconhecimento, trabalho e serviços prestados. A partir desse pilar, a Prefeitura do Crato, por meio da Secretaria de Direitos Humanos, realizou na tarde da terça-feira, 31, no auditório do Paço Municipal, a terceira edição do Prêmio Mulheres Inspiradoras.

O Prêmio Mulheres Inspiradoras tem o objetivo de reconhecer e premiar projetos desenvolvidos por mulheres cratenses, inseridas no dia a dia das comunidades do Crato. Muitas mulheres têm servido de inspiração para diversas gerações que continuam lutando por seus direitos e por um país mais justo e inclusivo.

Nessa terceira edição, foram agraciadas três mulheres, são elas: Maria Nereide Maciel de Amorim, com atuação comunitária no Projeto Jesus, Maria e José; Maria Solange de Oliveira, atuante na área da saúde e fundadora da ONG Rosas do Cariri; e a Mestra Maria da Santa, reconhecida pela sua atuação na área da cultura.

Em nome das mulheres premiadas, Maria da Santa agradeceu o reconhecimento e exaltou a importância da força da mulher. “É um orgulho muito grande hoje estar sendo agraciada com esse prêmio. Esse prêmio representa todas as mulheres do Cariri”, disse.

Alex Sampaio, secretário Executivo de Direitos Humanos, enalteceu a importância do papel da mulher, o que ela representa dentro da sociedade. “Que as mulheres sejam o que elas quiserem ser, que elas vivam do jeito que quiserem viver. Que elas continuem sendo o farol de muita gente”, ressaltou.

Na ocasião, a Chefe de Gabinete, Cleia Feitosa, fez a leitura da mensagem do prefeito André Barreto às agraciadas com o prêmio, onde o mesmo enalteceu a importância do papel da mulher dentro do seu lar, na sociedade, e reforçou também que a conscientização sobre o respeito com a mulher precisa ser iniciada ainda na infância.

Também prestigiaram o momento, a Coordenadora de Políticas Públicas para as Mulheres, Isadora Oliveira; a Gerente da Casa da Mulher Cratense, Audilene Fernandes; secretários municipais; representantes dos movimentos sociais; membros da ONG Rosas do Cariri; e familiares das homenageadas.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.