Aesp/CE celebra 15 anos com entrega de medalhas, honrarias e ciclo de palestras

Para celebrar a trajetória de 15 anos marcada pela qualificação e valorização dos profissionais de segurança, a Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará (Aesp/CE) realizou, nesta quarta-feira (17), uma solenidade para a entrega das Medalhas do Mérito e Grande Mérito Acadêmico e Policial. O secretário-chefe da Casa Civil do Governo do Ceará, Flávio Jucá, e o assessor especial e chefe de gabinete do Governo do Ceará, Gabriel Rochinha, foram agraciados em reconhecimento às suas atuações na segurança pública do Estado. O evento, que ocorreu no Teatro RioMar, em Fortaleza, também contou com um ciclo de palestras sobre o combate ao crime organizado transnacional.

A abertura da solenidade iniciou com uma apresentação cultural que contou com a participação da aluna Isis Maria, do colégio da Polícia Militar, que recitou um poema em cordel alusivo aos 15 anos da AESP/CE. Em seguida, houve uma apresentação musical com a soldado Ana Bezerra da PMCE. Durante a solenidade, foram realizadas as entregas das Medalhas do Mérito e Grande Mérito Acadêmico e Policial que homenagearam autoridades e servidores. Ao todo, 30 personalidades que prestaram relevantes serviços à Academia e à sociedade cearense foram homenageadas.

Na ocasião, o diretor da Aesp, Leonardo Barreto, falou sobre a importância da missão da Academia na vida e trabalho dos profissionais de segurança. “É um momento emblemático e festivo para a nossa Academia Estadual de Segurança. Hoje, aqui, estamos celebrando mais uma vez esses 15 anos, e contamos com a entrega de comendas e medalhas a autoridades e personalidades que fizeram a diferença para nossa segurança pública, além também do ciclo de palestras sobre combate aos crimes”, disse ele.

 

 

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.