Ação do Junho Violeta leva serviços de saúde, cidadania e cultura ao Sítio Chapada do Baixio

A comunidade do Sítio Chapada do Baixio, localizada no Distrito Baixio das Palmeiras, recebe uma grande ação intersetorial em alusão à Campanha Junho Violeta, mês dedicado ao combate à violência contra a pessoa idosa. O evento acontece a partir das 14h, tendo como ponto de encontro a Capela Nossa Senhora das Graças. A iniciativa é promovida pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania, através do CRAS Alto da Penha, em articulação com a Secretaria Estadual de Direitos Humanos, as Secretarias Municipais de Saúde e Educação, o SENAC, o grupo As Fuxiqueiras da Chapada do Baixio e lideranças comunitárias locais.

Com o objetivo de oferecer cuidado integral e garantir a dignidade da terceira idade, a programação reúne diversos serviços essenciais de forma totalmente gratuita. Na área da saúde, a equipe da UBS do Baixio estará presente realizando aferição de pressão arterial, atualização da caderneta de vacinação e um momento de relaxamento com a prática do escalda-pés. Já no âmbito da assistência social, as equipes do CRAS e do CREAS realizarão atendimentos técnicos sociais, além de um trabalho de conscientização com panfletagem e abordagem social para orientar a população sobre a importância de denunciar violações de direitos.

A educação e o desenvolvimento social também ganham destaque na ação. Os alunos da comunidade prepararam uma exposição especial para o público, enquanto o SENAC apresenta o curso “Dominando o Uso da Internet e suas Ferramentas”. Essa formação é focada na inclusão digital de pessoas idosas, promovendo autonomia, segurança digital e novas formas de socialização através da tecnologia. Para encerrar o encontro com celebração e resgate das tradições, haverá apresentações culturais da Banda Cabaçal Mirim e do grupo As Coqueiras dos Baixios, que prometem encantar os presentes com a tradicional Dança do Coco. Toda a comunidade está convidada a participar e fortalecer essa rede de proteção aos idosos.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.