Nordeste registrou crescimento na busca dos consumidores por crédito até agosto, aponta Serasa Experian

Todas as Unidades Federativas da região Nordeste registraram crescimento na busca dos consumidores por crédito no acumulado dos últimos 12 meses até agosto, segundo dados do Indicador de Demanda dos Consumidores por Crédito da Serasa Experian. Entre os estados da região, a Paraíba apresentou a maior variação, de 21,6%, seguida por Piauí (21,0%) e Maranhão (20,6%). Na sequência apareceram Alagoas (17,8%), Bahia (17,4%), Rio Grande do Norte (17,4%), Sergipe (17,1%), Ceará (17,1%) e Pernambuco (16,7%).

Visão Nacional

No cenário nacional, a busca dos brasileiros por crédito registrou crescimento de 16,5% no acumulado dos últimos 12 meses até agosto. Entre as faixas de renda, os consumidores que recebem de 1 a 2 salários mínimos apresentaram a maior alta no período (41,0%). Na sequência apareceram aqueles com renda de até 1 salário mínimo (14,1%), de 5 a 10 salários mínimos (12,0%) e acima de 10 salários mínimos (7,0%).

Nordeste registrou crescimento na busca dos consumidores por crédito até agosto, aponta Serasa Experian

Paraíba (21,6%), Piauí (21,0%) e Maranhão (20,6%) apresentaram os maiores avanços da região

São Paulo, 02 de outubro de 2026 – Todas as Unidades Federativas da região Nordeste registraram crescimento na busca dos consumidores por crédito no acumulado dos últimos 12 meses até agosto, segundo dados do Indicador de Demanda dos Consumidores por Crédito da Serasa Experian. Entre os estados da região, a Paraíba apresentou a maior variação, de 21,6%, seguida por Piauí (21,0%) e Maranhão (20,6%). Na sequência apareceram Alagoas (17,8%), Bahia (17,4%), Rio Grande do Norte (17,4%), Sergipe (17,1%), Ceará (17,1%) e Pernambuco (16,7%). Veja o levantamento completo da região no gráfico a seguir:

Visão Nacional

No cenário nacional, a busca dos brasileiros por crédito registrou crescimento de 16,5% no acumulado dos últimos 12 meses até agosto. Entre as faixas de renda, os consumidores que recebem de 1 a 2 salários mínimos apresentaram a maior alta no período (41,0%). Na sequência apareceram aqueles com renda de até 1 salário mínimo (14,1%), de 5 a 10 salários mínimos (12,0%) e acima de 10 salários mínimos (7,0%). Veja, no gráfico e na tabela abaixo, o detalhamento dos dados:

Para a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, a composição da demanda continua revelando diferenças importantes entre as faixas de renda. “Mesmo com uma perda de ritmo do indicador agregado, a procura por crédito permanece muito elevada entre os consumidores com renda de 1 a 2 salários mínimos. Esse comportamento reforça que, para uma parcela importante das famílias de menor renda, o crédito continua tendo um papel relevante na administração do orçamento e das despesas do dia a dia. Ao mesmo tempo, o mercado segue operando com juros elevados e concessão mais criteriosa, especialmente nas modalidades de menor custo, enquanto linhas rotativas, que possuem taxas significativamente mais altas, continuam sendo acessadas por parte desses consumidores. É uma combinação que exige cautela, principalmente diante dos níveis ainda elevados de inadimplência e comprometimento da renda”, analisa.

Mato Grosso mantém liderança na demanda por crédito

Na análise por Unidades Federativas (UFs), a procura por crédito apresentou crescimento em todo o país no acumulado dos últimos 12 meses até agosto. Mato Grosso (36,3%) liderou o ranking nacional, seguido por Acre (27,5%) e Amapá (26,2%). Também se destacaram Rio Grande do Sul (24,8%), Roraima (24,2%) e Mato Grosso do Sul (22,9%). Na outra ponta, os menores crescimentos foram observados no Distrito Federal (11,2%), São Paulo (11,8%) e Rio de Janeiro (11,9%).

Variação anual desacelera para 5,5%

Na comparação entre agosto de 2026 e o mesmo mês do ano anterior, a demanda dos consumidores por crédito cresceu 5,5%. Entre as faixas de renda, os consumidores que recebem de 1 a 2 salários mínimos registraram alta de 43,9%. As demais faixas apresentaram retração: acima de 10 salários mínimos (-23,1%), de 5 a 10 salários mínimos (-14,5%), até 1 salário mínimo (-9,8%) e de 2 a 5 salários mínimos (-1,1%).

A economista-chefe da datatech explica que “enquanto o acumulado em 12 meses permanece resiliente, a comparação anual mostrou uma desaceleração mais intensa da demanda por crédito em agosto. O resultado sugere uma perda de fôlego pontual frente ao ritmo observado nos meses anteriores, embora ainda seja cedo para afirmar que esse movimento representa uma mudança mais persistente no comportamento dos consumidores.”