Quase 40% dos homens que buscam relacionamentos sugar no Brasil declaram renda mensal acima de R$ 100 mil, somando salário e renda passiva de aplicações como fundos imobiliários e ações pagadoras de dividendos. É o que aponta um levantamento com 10.756 usuários do MeuPatrocínio de todo o país.
O retrato ocupacional é mais específico do que a caricatura do “milionário”: 36% se declaram empresários ou investidores ligados ao setor de tecnologia, enquanto os demais se distribuem por diferentes posições e segmentos da economia. Indústria, com 21%, e fintechs, com 16%, aparecem entre os setores mais citados, ao lado do mercado financeiro e de investimentos, que reúne 14% da amostra.
A idade média declarada é de 39 anos, o que indica formação de renda relativamente cedo e em mais de uma frente, e não um público restrito à faixa mais velha. A base cobre desde profissionais na casa dos 30 até executivos acima dos 50.
Um retrato que vai além da renda
A capacidade financeira é um elemento importante para entender esse público, mas os dados apontam para um grupo heterogêneo em idade, profissão e trajetória.
“Não existe um perfil único. A amostra vai do empresário de tecnologia ao executivo de indústria, com renda declarada em faixas bem distintas e presença em pelo menos cinco regiões do país. Tratar esse público como um bloco homogêneo é o principal erro de leitura sobre ele”, afirma Caio Bittencourt, especialista em comportamento afetivo e relacionamentos do MeuPatrocínio.
Para Alexander Lima, Coordenador da Escola de Negócios da Faculdade Celso Lisboa, o que chama atenção nesse perfil é a diversificação das fontes de renda. “Quando salário ou renda do negócio próprio aparece combinado com dividendos, fundos imobiliários e outros investimentos, estamos falando de pessoas que não dependem exclusivamente da renda do trabalho. Há uma preocupação maior em transformar renda corrente em patrimônio capaz de gerar novos fluxos de caixa. Empreendedores e profissionais ligados à tecnologia também costumam conviver mais diretamente com risco, inovação e decisões de investimento, o que pode favorecer uma visão mais voltada à formação de ativos, diversificação e geração de renda futura.”
Lima pondera, no entanto, que os dados caracterizam o perfil dos usuários da plataforma especificamente e não devem ser generalizados para toda a população brasileira de alta renda.




