A geração mais conectada da história enfrenta uma epidemia silenciosa de sofrimento emocional

No Dia do Estudante (11 de agosto), o debate sobre saúde mental dos jovens ganha ainda mais relevância diante de um cenário preocupante. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 1 em cada 7 adolescentes entre 10 e 19 anos vive com algum transtorno mental, enquanto o suicídio é a terceira principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos. No Brasil, a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE/IBGE) mostra que três em cada dez adolescentes afirmam sentir tristeza sempre ou na maior parte do tempo, evidenciando o impacto emocional enfrentado por essa geração.

Embora sejam considerados os jovens mais conectados da história, especialistas alertam que o excesso de comparações nas redes sociais, a pressão por desempenho, as incertezas em relação ao futuro e o enfraquecimento dos vínculos presenciais têm contribuído para o aumento do sofrimento psíquico.

Para comentar o tema, a neuropsicóloga Josiane Tonelotto, doutora em Neurociências e superintendente acadêmica do Centro Universitário Belas Artes, está disponível para entrevistas. A especialista pode explicar por que os jovens estão mais vulneráveis aos transtornos mentais, como identificar sinais de alerta, qual o impacto das redes sociais e da hiperconectividade no desenvolvimento emocional e de que forma famílias, escolas e universidades podem contribuir para fortalecer a saúde mental dessa geração.