18º Sambocracia celebra o Dia Nacional da Mulher Sambista

No dia 11 de abril, em Crato, acontece mais uma edição do Sambocracia e, desta vez, o coletivo celebra a força e a presença feminina no samba, em alusão ao Dia Nacional da Mulher Sambista. O evento acontece no Largo da Sagrada Família, a partir das 16h, e conta com apresentações de mulheres que constroem o samba no Cariri cearense.

Dia Nacional da Mulher Sambista

O Dia Nacional da Mulher Sambista é comemorado no dia 13 de abril, aniversário de Dona Ivone Lara, um dos grandes expoentes musicais do país e considerada a grande dama do samba. A data foi instituída pela Lei nº 14.834, de 4 de abril de 2024, e reconhece a grandeza de Dona Ivone para o cenário cultural do país.

Mulheres no samba: celebração da presença feminina no Sambocracia

Em sua 18º edição, o público poderá assistir às apresentações das cantoras Carla Ribeiro, Janaína Thomaz, Jordânia Martins e Bárbara Gomes. O evento conta com apoio do Centro Cultural Banco do Nordeste – CCBNB Cariri, através do Programa de Desenvolvimento Territorial (Prodeter), da Faculdade Anhanguera (Juazeiro do Norte), Pitu, Faturepag, e segue dialogando com outros possíveis apoiadores. O grupo mantém uma campanha permanente de financiamento coletivo, através da chave pix sambocracia@gmail.com.

O Coletivo Sambocracia nasceu em 2018, na cidade do Crato, e é formado por seis pessoas, que atuam diariamente na sociedade em diferentes áreas do conhecimento, mas seguem articulados nessa iniciativa para a promoção da arte como instrumento de democracia e bem-viver. Com o lema “As mãos que lutam também tocam tambor, cavaquinho e agogô”, Valéria Pinheiro (professora), Christiane Luci (professora), Priscilla Fernandes (pesquisadora), Tamiris Santos (servidora pública), Paula Geórgia (arquiteta e urbanista) e Wilton Dedê (servidor público) já contam oito anos desde a primeira edição do evento. 

Tamiris Santos diz que esta será uma edição marcada pela força feminina na história do samba. “Estamos convidando o público para uma roda de samba marcada por memória, representatividade e alegria, com protagonismo feminino e um repertório pensado para valorizar o samba de raiz e as mulheres que construíram e continuam construindo o gênero no país”, reforça.

A Justiça do Rio manteve neste domingo (23), em audiência de custódia, a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23 anos e de Ailton José da Silva, de 24 anos, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele foi espancado até a morte por ter sido confundido com um ladrão de bicicleta. A audiência de Felipe Silva foi conduzida pela juíza Laura Noal Garcia. Na decisão, a magistrada escreveu que “o mandado de prisão foi regularmente expedido, permanecia válido e não tinha sido revogado pelo juízo responsável pela investigação”. Com isso, determinou a comunicação da prisão à 1ª Vara Criminal da Capital. No caso do outro entregador, Ailton da Silva, a sessão foi presidida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. Na decisão, o magistrado disse que “a prisão temporária foi decretada por 30 dias e o mandado também estava dentro do prazo de validade”. O juiz determinou que o cumprimento da prisão temporária fosse comunicado ao juízo natural do processo. Os seguranças de rua, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia no sábado (22). A morte de Cláudio Landeiro, por espancamento, ocorreu na madrugada do dia 12 deste mês, após sessão de espancamento com porrete e chutes nas costas e na cabeça. A vítima saiu de casa, em Botafogo, por volta de 22h30, pedalando a bicicleta da irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Parou a bicicleta e entrou numa loja de conveniência para pedir um cigarro. Saiu e ficou parado na esquina, quando apareceu o segurança de rua Davi Santos Machado com um porrete na mão, iniciando um interrogatório. Perguntou se a bike era de Cláudio. A vítima disse que não. Mas por sofrer de problemas psicológicos, não conseguiu completar a frase e dizer que a bike não era dele, mas de sua irmã, que mora com ele. Dali em diante foi só sofrimento. Teve a bicicleta tomada à força pelo outro segurança, Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que a bike fosse levada, tomou a primeira paulada desferida por Davi Machado. Sem a bicicleta, a vítima saiu andando e sentou na portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ali foi cercado por Davi e dois entregadores. Em seis minutos de gravação de uma das câmeras de segurança da rua, a vítima levou 57 golpes de porrete desferidos pelo segurança, a maioria na cabeça. Ainda levou chutes na cabeça e nas costas. Depois, os agressores foram embora, deixando a vítima caída no chão, sem forças para levantar. Cerca de 30 minutos depois, chegou uma ambulância dos bombeiros e levou Cláudio Rafael para o Hospital Miguel Couto. Na madrugada do dia 12, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Em depoimento à polícia, o segurança Davi Machado não soube explicar por que agiu com tanta violência e disse “não ter certeza se a bicicleta usada pela vítima era furtada”. Ele ainda filmou com o celular a vítima caída no chão. Um dos entregadores fez o mesmo e distribuiu as imagens para outros colegas e moradores do bairro. O segurança Jorge Luiz não participou da sessão de espancamento, mas também não acionou os bombeiros para socorrer a vítima que estava caída no chão. A polícia procura um quinto homem que parou no local, quando Cláudio estava apanhando e desferiu um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e permanece foragido. Todos vão responder pelos crimes de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil, de forma cruel e sem chances de defesa da vítima.